domingo, 3 de dezembro de 2017

Colocando "panos quentes"

   Quantas vezes na vida somos enganados pela nossa mente? Quantas distorções fazemos e achamos que estamos certos, mas depois questionamos como foram possíveis tais interpretações? 
   Muitas vezes somos enganados pela mente, ainda mais quando se trata de assuntos que tendem à paixões e fanatismos, em opiniões controversas e com diferentes interpretações. Certos assuntos são polêmicos, como política e religião, por exemplo, onde amizades são arranhadas e até desfeitas. São tantas informações contraditórias, duvidosas e sensacionalistas que recebemos que não é a toa que nosso raciocínio se confunde.
    A ilusão faz parte dos enganos e devaneios que nós mesmo criamos, onde questões do coração e carências cegam para o entendimento. Emoções e expectativas fazem, com frequência, projeções distorcidas que à luz da razão são descabidas.
   Self-deception = mentir para si mesmo, justificado pela própria mente. A explicação para nossas fantasias e erros está neste aspecto da mente. Por isso tanto nossos alunos como todas pessoas cometem enganos e ainda julgam-se corretos, pois as percepções  foram configuradas equivocadamente, e não raramente, os erros são atribuídos a outros.
   Gosto muito de relacionar conceitos científicos com a sabedoria popular, como estes que dizem: "Fulana só escuta o que quer ouvir." Ou "Alguém tem que ser o culpado. Tanto faz quem." Embora sejam frases triviais, esboçam os atalhos e  enganos da mente humana, que "Coloca panos quentes" na realidade e na verdade.



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