Dos anos 80 para cá muitas mudanças ocorreram na sociedade e as crianças passaram a serem consumidoras e objetos de consumo. Pseudo-valores passaram a serem incorporados, em nome da modernidade dos tempos.
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| Nos anos 80 era assim - capa de disco infantil |
Nunca antes na história a criança teve esse papel, num panorama cultural que valoriza a sensualidade e o culto ao corpo, visando o consumo desenfreado, fomentando o desejo de possuir e os prazeres imediatos.
A imagem da criança deixou de ser representada pela pureza e ingenuidade, passando a ser pela sensualidade, charme e liberdade. Muitos comerciais de televisão, anúncios em revistas e outros veículos de comunicação mostram crianças erotizadas, maquiadas, de salto alto e fazendo 'caras e bocas'.
A infancia nem sempre teve a valorização que tem hoje, sendo suprimida por séculos, com a criança convivendo com os adultos sem nenhuma preocupação com direitos ou o que estava assimilando. Muitos consideravam as crianças "adultos em miniatura".
Os casos conhecidos de abuso sexual se proliferam e nunca se falou tanto em pedofilia e pornografia infantil. Os direitos das crianças começaram a serem analisados e muitas bandeiras foram erguidas com o intuito de preservar a ingenuidade infantil. De certa forma, uma contradição - se defende a pureza infantil e se erotiza o universo da criança.
A imagem da menina de hoje está cada vez mais exposta e os crimes acontecendo até dento de casa. O apelo sensual começa cada vez mais cedo, matando a criança interior e deixando uma lacuna no desenvolvimento saudável desta fase da vida.
Muito se vê nas escolas, com crianças maquiadas, roupas inadequadas, cuecas saindo da calça, meninas ainda, mas sensualizando nos corredores e redes sociais.
A nova mentalidade dos anos 80 e 90 criou toda uma ideia de liberdade e novos conceitos, fez emergir uma criança erotizada precocemente e roubou-lhe sua característica principal, a inocência.



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