A
Escola é um local onde passamos boa parte de nosso dia, tanto nós, professoras,
como nossos alunos e demais funcionárias ou direção. Se ficamos tanto tempo na
Escola, boa parte de nossa vida acontece lá, onde são vivenciados momentos bons,
outros nem tanto e alguns pesarosos, inclusive.
Segundo alguns fundamentos, a Escola é lugar de alegria, de cultura e de convivência. Vou relatar duas experiências escolares, de momentos vivenciados que, embora um deles triste e outro gratificante, enriquecem o aprendizado que se dá fora da sala, propriamente dita, mas na Escola.
AÇÂO
DE GRAÇAS
O mês de novembro estava quase
terminando e chegamos ao DIA DE AÇÂO DE GRAÇAS. Gosto muito deste momento de
agradecer e sempre procuro fazer alguma atividade relativa ao tema com os
pequenos. Neste ano, para todas as turmas, promovemos um momento ecumênico de
agradecimento: chamamos um Padre para conversar com as crianças e a Pastora
Luterana da comunidade local para dar uma benção. As poucas crianças
evangélicas não se opuseram a vinda deles, em prévia conversa com os pais.
Convivemos
em um lugar pequeno e as pessoas de diferentes religiões se relacionam
amigavelmente, como deve ser. Assim, com o intuito de unir a todos, promovemos
o encontro. O jovem Padre surpreendeu, tomando rumo do encontro, solicitando
uma grande roda e conversou com todos. Demonstrou uma ótima empatia com as
crianças, fazendo perguntas que induziam a pensar e buscar respostas. Perguntou,
por exemplo, quem criou os bichos, e eles, ingenuamente, responderam: “eu”. Da
mesma forma, perguntou “onde está o Deus”, e uma menina respondeu: “no céu,
como a vovó”. Aprenderam uma canção gesticulada e uma oração de agradecimento,
onde repetiam os versos. As crianças maiores pediram muito para poderem cantar
uma canção que sabiam, “Deus está em toda parte”, para mostrar ao padre o que
também sabiam. No final, receberam uma bênção da Pastora Luterana.
As
crianças ficaram muito felizes com as visitas, pois foi um momento
descontraído, com pessoas diferentes e com um referencial masculino dentro da
Escola. As crianças não se importaram se era Padre, Pastor ou outro
representante religioso, mas adoraram a integração entre as turmas e o momento
especial que vivenciaram.
A
PEQUENA LUISE
Com
muito pesar chegamos à Escola, um dia pela manhã, mês passado, com a notícia que a pequena Luise
havia falecido. Luise estava com seis meses, e há um mês veio para a Escola, no
Berçário I.
Luise
nasceu com um problema no coração, que lhe causava taquicardia frequente,
estava em tratamento e pegou uma pneumonia dupla. Estava internada no hospital
e quando recebeu alta, ao ir para casa, teve um infarto.
Todos
ficaram extremamente abalados, encomendamos um arranjo de flor em forma de
berço e algumas colegas foram no velório. Conversamos com as crianças a
respeito e foi um dia muito triste para todos, que tivemos que enfrentar.

O texto poderia ter ficado mais qualificado se a colega tivesse feito uma conclusão. A sensação que fica ao final da leitura é que o texto acaba abruptamente, sem que se estabeleça uma relação entre os dois relatos.
ResponderExcluirBoa observação, obrigada Carmem.
ResponderExcluir