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domingo, 3 de dezembro de 2017

Colocando "panos quentes"

   Quantas vezes na vida somos enganados pela nossa mente? Quantas distorções fazemos e achamos que estamos certos, mas depois questionamos como foram possíveis tais interpretações? 
   Muitas vezes somos enganados pela mente, ainda mais quando se trata de assuntos que tendem à paixões e fanatismos, em opiniões controversas e com diferentes interpretações. Certos assuntos são polêmicos, como política e religião, por exemplo, onde amizades são arranhadas e até desfeitas. São tantas informações contraditórias, duvidosas e sensacionalistas que recebemos que não é a toa que nosso raciocínio se confunde.
    A ilusão faz parte dos enganos e devaneios que nós mesmo criamos, onde questões do coração e carências cegam para o entendimento. Emoções e expectativas fazem, com frequência, projeções distorcidas que à luz da razão são descabidas.
   Self-deception = mentir para si mesmo, justificado pela própria mente. A explicação para nossas fantasias e erros está neste aspecto da mente. Por isso tanto nossos alunos como todas pessoas cometem enganos e ainda julgam-se corretos, pois as percepções  foram configuradas equivocadamente, e não raramente, os erros são atribuídos a outros.
   Gosto muito de relacionar conceitos científicos com a sabedoria popular, como estes que dizem: "Fulana só escuta o que quer ouvir." Ou "Alguém tem que ser o culpado. Tanto faz quem." Embora sejam frases triviais, esboçam os atalhos e  enganos da mente humana, que "Coloca panos quentes" na realidade e na verdade.



quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Alegria na Escola


A Escola é um local onde passamos boa parte de nosso dia, tanto nós, professoras, como nossos alunos e demais funcionárias ou direção. Se ficamos tanto tempo na Escola, boa parte de nossa vida acontece lá, onde são vivenciados momentos bons, outros nem tanto e alguns pesarosos, inclusive.

Segundo alguns fundamentos, a Escola é lugar de alegria, de cultura e de convivência. Vou relatar duas experiências escolares, de momentos vivenciados que, embora um deles triste e outro gratificante, enriquecem o aprendizado que se dá fora da sala, propriamente dita, mas na Escola.

 AÇÂO DE GRAÇAS

       O mês de novembro estava quase terminando e chegamos ao DIA DE AÇÂO DE GRAÇAS. Gosto muito deste momento de agradecer e sempre procuro fazer alguma atividade relativa ao tema com os pequenos. Neste ano, para todas as turmas, promovemos um momento ecumênico de agradecimento: chamamos um Padre para conversar com as crianças e a Pastora Luterana da comunidade local para dar uma benção. As poucas crianças evangélicas não se opuseram a vinda deles, em prévia conversa com os pais.
Convivemos em um lugar pequeno e as pessoas de diferentes religiões se relacionam amigavelmente, como deve ser. Assim, com o intuito de unir a todos, promovemos o encontro. O jovem Padre surpreendeu, tomando rumo do encontro, solicitando uma grande roda e conversou com todos. Demonstrou uma ótima empatia com as crianças, fazendo perguntas que induziam a pensar e buscar respostas. Perguntou, por exemplo, quem criou os bichos, e eles, ingenuamente, responderam: “eu”. Da mesma forma, perguntou “onde está o Deus”, e uma menina respondeu: “no céu, como a vovó”. Aprenderam uma canção gesticulada e uma oração de agradecimento, onde repetiam os versos. As crianças maiores pediram muito para poderem cantar uma canção que sabiam, “Deus está em toda parte”, para mostrar ao padre o que também sabiam. No final, receberam uma bênção da Pastora Luterana.
As crianças ficaram muito felizes com as visitas, pois foi um momento descontraído, com pessoas diferentes e com um referencial masculino dentro da Escola. As crianças não se importaram se era Padre, Pastor ou outro representante religioso, mas adoraram a integração entre as turmas e o momento especial que vivenciaram.

   A PEQUENA LUISE

Com muito pesar chegamos à Escola, um dia pela manhã, mês passado, com a notícia que a pequena Luise havia falecido. Luise estava com seis meses, e há um mês veio para a Escola, no Berçário I.
Luise nasceu com um problema no coração, que lhe causava taquicardia frequente, estava em tratamento e pegou uma pneumonia dupla. Estava internada no hospital e quando recebeu alta, ao ir para casa, teve um infarto.
Todos ficaram extremamente abalados, encomendamos um arranjo de flor em forma de berço e algumas colegas foram no velório. Conversamos com as crianças a respeito e foi um dia muito triste para todos, que tivemos que enfrentar.