domingo, 10 de setembro de 2017

Questões étnico-raciais na Educação Infantil

     Como podemos, nós professores da educação infantil, contribuir para uma nova geração livre de preconceitos, respeitando as diferenças e que tenha conhecimento e valorize a cultura negra?

     A educação infantil, ainda mais nas turmas iniciais, revela para a criança, junto com a família, o mundo. Esta apresentação do mundo, e dela ao mundo, é permeada por afeto, corporeidade, paciência e ludicidade, e o professor deve ter o cuidado de não passar uma visão distorcida, muitas vezes de cunho pessoal, para a criança. Em primeiro lugar é o professor quem precisa estar aberto ao mundo, revendo seus conceitos, pra que esteja livre de PRE- conceitos e que não transmita erroneamente aos alunos tão pequenos.
     Na escola infantil em que atuo não tem crianças negras e há poucos afrodescendentes no município, que é muito pequeno (São Vendelino, no vale do Caí). Portanto, para a maioria das crianças locais, alemãs em sua grande maioria, o contato é mínimo. Porém, torna-se fundamental apresentar para as crianças o diferente. "Cabe observar que, embora os conteúdos da Educação Infantil não sejam organizados em componentes curriculares, os temas referentes à História e Cultura Afro-Brasileira e Africana devem estar presentes no conjunto de todas as atividades desenvolvidas com as crianças."(Conselho Nacional de Educação)
     Ao professor cabe buscar informações que lhes sejam úteis, como legislação, a história e cultura dos povos africanos e seus descendentes brasileiros, e procurar práticas que envolvam as questões étnico-raciais. Aos alunos, é fundamental apresentar a diversidade de etnias e raças que constituem a população brasileira, bem como sua cultura, história, valores, música, dança, personagens históricos, literatura, arte e tantos outros aspectos, da mesma forma que faz com as outras culturas.
A família deve fazer parte do processo de educar a nova geração,
 livre de preconceitos.

     Precisamos educar as novas gerações para a convivência com o diferente, sendo todos iguais, sem distinção. As gerações passadas tiveram mais dificuldade em lidar com o diferente, pois havia o medo incutido, a generalização. Não é tarefa fácil mudar mentalidades, mas com a globalização, os direitos assegurados, e principalmente, educação, os que estão crescendo agora respeitarão as diferenças e irão conviver livres de preconceitos.  O professor de educação infantil tem que minimizar ao máximo indícios de preconceito que ora surgirem entre as crianças, apresentando atividades que, ludicamente, valorizem as diferentes culturas e etnias, de forma prazerosa e interessante.

Atividade realizada com o Berçário 2, onde o boneco Théo,
pardo e afrodescendente, vai na casa das crianças.


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