Imagine uma criança ainda pequena querendo se comunicar. Ela
ouve, mas não entende, ainda não associa as palavras com as ações. Então o que
fazemos para estabelecer comunicação e fazê-la compreender o que dizemos?
Fazemos, então, uso de gestos para nos fazermos entender. Para a
comida, fazemos sinal com a mão perto da boca, para ir embora balançamos a mão,
dando “Tchau”, para ela se aproximar, usamos novamente a mão, em sinal de “Vem
cá”. Aos poucos ela começa a codificar o gesto/significado, e por meio de
repetições, estabelece uma forma de linguagem. Com o desenvolvimento,
gradualmente utiliza sílabas ou articula algumas palavras para o processo de
comunicação.
As crianças surdas, do mesmo modo, estabelecem suas formas
de comunicação. A linguagem de sinais com as mãos, aliadas a expressões
corporais e faciais, permite que surdos-mudos se compreendam e através da
interpretação destes sinais, ouvintes possam também fazê-la.
Desde cedo, ao perceberem a
surdez nos filhos, é importante que os pais busquem orientação de como
proceder, através de escola especializada, e aprender a língua de sinais.
Quanto mais cedo a criança conseguir se comunicar, melhor irá desenvolver a
cognição e isto irá favorecer o aprendizado.
Muito se fala, atualmente, em
escola inclusiva, onde todos possam, igualmente, aprender e manter convivência,
saudável e desejada, porém nem sempre será o melhor para o surdo. A
probabilidade de ser o único surdo da escola, ou da turma, é muito grande, o
que poderá fazê-lo se sentir isolado e diferente, sem real aprendizado e a esperada
convivência. Sugere-se frequentar uma escola especializada, porém existem
poucas, dificultando o acesso para quem mora longe. Os professores tem uma base
da Língua Brasileira de Sinais durante a formação em nível superior, porém a
prática é que irá concretizar o aprendizado, o que geralmente não acontece.
Existem cursos específicos de interpretação de sinais e LIBRAS, propriamente
dito, em diversas universidades, como opção de qualificação e habilitação
profissional.
O importante é estarmos sempre
abertos para o diferente, buscando as formas de estabelecermos comunicação,
pois todos somos cidadãos de direitos iguais e seres humanos que necessitam de convivência
afetuosa e desejosos de nos fazermos entender pelos outros.
Olá Claudia!!
ResponderExcluirMuito boa a tua reflexão sobre a comunicação através da linguagem dos sinais, as crianças começam a se comunicar por sinais ensinados por nós adultos. Para enriquecer ainda mais teu texto, você poderia trazer um autor trabalhado nas aulas de LIBRAS para a tua discussão.
Att,
Tutora Rocheli
Ok, vou procurar trazer autores para enriquecer as publicações.
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