Mostrando postagens com marcador Seminário Integrador III. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Seminário Integrador III. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Educação ainda vem de berço


  O mundo apresenta uma disparidade muito grande de ideias, convicções, valores, prioridades e na forma de educar as crianças. Alguns pais são ausentes, ou super protetores, outros atenciosos e preocupados com o filho, outros se esquivam, delegando sua função de educar para terceiros, estando alheios às necessidades dos filhos.
   Trabalhando com educação infantil deparo-me com pais equivocados sobre a educação de seus filhos. Não sou psicóloga, mas educadora, exercendo meu conhecimento sobre o desenvolvimento infantil. 
   Em minha escola, pública e municipal, os professores zelam pelo cuidado com os pequenos e pelo mais saudável desenvolvimento, de forma integral, abrangendo a promoção da autonomia das crianças e estimulando para se sintam integrados, socializados e em questão, que sejam "educados" para a vida.
   Mas existem pais que não compreendem a promoção da autonomia que nos referimos. Tratam seus filhos, já maiores, como se fossem bebês. Carregam no colo, não tem autoridade e não falam nada para seu filho, como se ainda tivesse seis meses. Daí a escola se torna um problema para eles, pois a criança terá hora para dormir, terá que sentar-se à mesa, esperar sua vez, respeitar colegas e professores, entre outras regras de convivência. "Mas na outra escola (particular) não era assim..." argumentam. Obviamente a Missão da escola era flexível, atendendo às necessidades dos pais, para um ótima convivência com os clientes.
   Como em toda escola, também há aqueles pais que exigem que seu filho seja amplamente estimulado, para que no futuro seja brilhante, habilidoso, uma pessoa de sucesso. Cobram "trabalhinhos", como querendo ver um "atestado" de que ele está fazendo muitas coisas. O brincar, para alguns, não é importante, pois isso toda criança faz.
   Também existem os pais omissos, que nunca perguntam como seu filho está na escola, não participam das reuniões e sequer olham a agenda ou retiram a sacola de roupa suja. Para estes, o ideal seria uma escola 24hs, que fizesse tudo que eles não conseguem fazer. Quando há um feriado se desesperam, pois enlouquecem se ficarem em casa cuidando deles.
   Mas, felizmente, a grande maioria faz parte dos pais responsáveis, interessados, afetuosos e cientes de que depende deles, primeiramente, a educação de seus filhos. Com estes firmamos a parceria que faz com que nosso trabalho seja significativo, prazeroso e gratificante.
    Os filhos sempre serão o reflexo da educação primeira que tiveram em sua vida, ou seja, da família. Depois vem a escola. Como sempre se diz: "A educação vem de berço." E assim é.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Águas...


   Um rio contorna pedras, desce penhascos, se acalma onde encontra espaço, mas acima de tudo, segue sempre em frente, humildemente e sem murmurar, rumo ao grandioso oceano. Lá, se une aos semelhantes e se transforma, gota após gota, começando novos ciclos em sua jornada.
  Esta metáfora pode ser aplicada em  nossa vida pessoal ou profissional, especialmente nós, professores, neste mundo multifacetado, muitas vezes caótico, em uma sociedade em ebulição, com seus aspectos positivos e outros nem tanto, sempre mudando de configuração. Mas seguimos sempre em frente: se aperfeiçoando, se conectando, fazendo parte ativa deste mundo em constante transformação, com pessoas em formação sob nossa responsabilidade.
   Já dizia um antigo ditado popular: "Águas paradas não movem moinhos." Grande sabedoria de nossos ancestrais!



sábado, 13 de agosto de 2016

Incoerências


     Deixando apenas um pensamento, de autoria desconhecida, que retrata a realidade escolar, e obviamente social, do convívio "inclusivo" com alunos surdos:


"A escola ensina línguas, ingles ou espanhol, mas não ensina a língua do colega surdo que senta ao lado."


terça-feira, 2 de agosto de 2016

Pinceladas finais


  
  Após um breve período de descanso, minha atenção retorna ao Pead. No mês de junho conclui as atividades no Moodle, embora as postagens, aqui neste espaço, continuaram. Depois, calmamente, elaborei a Síntese Reflexiva, a partir das aprendizagens do semestre, com este blog como grande aliado na construção da mesma, e agora, ocorre a preparação da Apresentação do Workshop, presencialmente no campus.

   Posso afirmar que este semestre foi mais tranquilo, bem menos denso que os anteriores, tanto pelas interdisciplinas, com seus conteúdos práticos, como pela nossa adaptação já realizada em termos de métodos e rotina de estudos, como pelo espaçamento de tempo oferecido para as tarefas finais.
   A apresentação oral representa o desfecho de um aprendizado construído e assentado no semestre. Em somente dez minutos, a extração conclusiva do que aprendemos. E é muito prazerosa a elaboração, geralmente pelo Power Point, deste trabalho.
   A tensão fica por conta de apresentar para o grupo, mas somos todas companheiras de jornada, e a cada dia, nos sentimos mais confortáveis e confiantes no convívio umas com as outras.



quarta-feira, 27 de julho de 2016

Troca de afetos

   Quando uma criança está sob nossos cuidados, dia após dia, durante um ano inteiro, acabamos por nos afeiçoarmos a ela. Ainda mais se ela é pequena, como nos berçários. 
   Por mais que digamos, profissionalmente, que a criança é apenas nosso aluno, e está somente de forma temporária com a gente, no fundo, é como se fizesse parte de nossa vida. Com algumas temos maior afinidade do que com outras, que não nos cativam tanto, ou mesmo que nos desafiam.

 Talvez o coração maternal ou mesmo a necessidade física e emocional de afeto nos leve a este questionamento. Assim como temos pouca afinidade com alguns, por outros, sentimos como se fossem da família, gostando de abraçar e de estar junto.
   O que isto tem de errado? Será que se afeiçoar pelas crianças está errado?
  Existem crianças que cuidei no berçário ou no maternal há 10 ou mais anos, e ainda hoje, lembram de mim, acenam ou me abraçam quando as encontro.
  Acredito que ficar na memória e no coração dos alunos é muito bom: significa que não passamos em suas vidas em vão! Abrimos portas, fizemos laços, estruturamos os afetos.
   E a recíproca também é verdadeira!



terça-feira, 19 de julho de 2016

Diferenças: hipocrisia ou respeito?

   Muito tem se falado em aceitar o outro como ele é, sem distinções, respeitando as diferenças, principalmente nas escolas. Nós professores, somos os porta-bandeiras do respeito ao diferente, dando o exemplo de tolerância e com a mente aberta para tudo que se apresenta na atualidade, uma vez que somos, ainda, referência na formação de nossos alunos.
   Mas, na prática, ainda percebo um mar de preconceitos, com professores perplexos diante o diferente. Há poucos dias, a Rede Globo de televisão apresentou em uma novela das 23 horas, uma cena de amor entre dois homens, em pleno século XIX. A história é de valor histórico muito grande, pois trata da Inconfidência Mineira, como também é um retrato da sociedade da época. Porém, dois homens vivem um amor proibido para os padrões da época, e finalmente, após muitos capítulos, admitiram suas paixões e houve um beijo apaixonado e as cenas seguintes, com nudez de costas e o resto, ficou com a imaginação do telespectador, mas tudo de forma muito sensível e até romântica. No dia seguinte as redes sociais já barbarizavam a cena da novela.
   Na sala dos professores de uma das escolas em que atuo, duas professoras indignadas com as cenas, afirmando que eram um desrespeito com o público que assiste... Daí surgiram as perguntas: Por que a indignação, se o horário era tarde da noite, crianças deveriam estar na cama e adultos devem aprender a lidar com as diferenças. Questionamos as cenas de nudez feminina, escancaradamente exposta na TV aberta e cenas de sexo, embora somente sugestivas, em horários como das 18 ou 19 horas, tidas como normais e aceitáveis.
   De forma alguma faço apologia disto ou daquilo, mas penso que o professor é o primeiro que deve estar aberto às diferenças, sejam de gênero, opção sexual, características físicas ou aspectos sociais, econômicos ou raciais. Penso que já é hora de vivermos na prática o que falamos aos nossos alunos.

terça-feira, 12 de julho de 2016

Confabular

   Sempre gostei da expressão: "Fulano está confabulando isto ou aquilo, para este ou aquele". Não que tivesse gosto em ver alguém confabular, mas por que remete à fábula.
  Uma fábula, em literatura, é uma história curta, muitas vezes pitoresca, onde objetos ou animais ganham vida e/ou falam e agem como seres humanos. Geralmente a fábula vem acompanhada de uma mensagem, uma moral, um sábio conselho ou digamos, a história tem duplo sentido com um direcionamento específico de aconselhar. 
  Na infância ouvimos inúmeras fábulas, aconselhando, entre parênteses, que é bom ir devagar, "sem muita sede ao pote', ou não subestimar os mais fracos, ou mesmo não ser arrogante pois "quem ri por último ri melhor", entre outras mensagens. As histórias são simples, populares, até ingênuas e infantis, mas não nos enganemos, afinal, falando de fábulas, são sempre inteligentes e auspiciosas.
  Voltando à palavra confabulando, que é sinônima de tramando ou articulando... Porém, confabular lembra fábula, que por sua vez lembra segundas intenções, de alertar, de se cuidar, de querer dizer algo por um modo não explícito. 
   Por isso, dizer que estão confabulando significa que estão criando uma história em torno de algo que se quer transmitir, um "rodeio" até chegar ao que realmente importa.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

O que, de fato, aprendemos?


   Em vias de terminar mais um semestre, surgem as perguntas: o que de fato aprendemos? O que assimilamos para melhorar a qualidade de nosso trabalho como docentes e as aplicações que podemos fazer? E o quanto evoluímos como pessoas?


   Analisando a primeira questão, penso que o aprendizado se faz por conexões, juntando com o que já conhecemos - o aprendizado anterior, com as pequenas novas assimilações de cada tarefa, experiência, texto ou aula, construindo assim, o que aprendemos.
   Nosso trabalho como docentes está, na maioria dos casos na turma, baseado em uma larga experiência em sala de aula e por curso específico à nível médio, que fizemos há muitos anos atrás. Temos um conhecimento prévio, em termos de prática e qualificação, a ser considerado, porém a aquisição de um conhecimento embasado em conceitos teóricos e questionamentos reflexivos, torna, dia a dia, a nossa docência mais fundamentada e assim, compreendendo melhor todo o processo de ensinar, aprender e educar.
   Evoluir é um processo contínuo, a princípio positivamente, de nos tornarmos pessoas melhores, em todos os aspectos da vida humana. Estudar, ler, conviver, refletir, superar obstáculos, medos e "maquinações interiores", são meios que nos levam a uma evolução constante, seja intelectual, emocional ou socialmente.
   Concluindo, na busca por respostas, o psicólogo americano Carl Rogers, afirmava: 
"Por aprendizagem significativa, entendo, aquilo que provoca profunda modificação no indivíduo. Ela é penetrante, e não se limita a um aumento de conhecimento, mas abrange todas as parcelas de sua existência."

Referências:
https://portaldovoluntario.v2v.net/posts/13390

sábado, 2 de julho de 2016

Expressividade


  Ser uma pessoa expressiva significa  revelar com clareza o que se pretende dizer, transmitindo, assim, o pensamento.
  Muitas crianças apresentam dificuldade para transmitirem o que desejam, sentem, o que lhes desagrada e o que gostam. O professor, em sua sensibilidade, pode estimular o aluno de tal forma que ele consiga se manifestar, buscando alternativas lúdicas que façam com que sua expressividade seja desenvolvida.
    Ao longo dos anos, em minha experiência com educação infantil, tenho lidado com muitas situações que nos desafiam. Aos nossos cuidados, são entregues crianças que não falam quase nada, que não compreendemos o que querem, mostrando-se apáticas, tímidas ou até revoltadas, pois esta também é uma manifestação, mesmo arbitrária, de algo que as angustia e não consegue revelar, entre outras situações. 
   Neste semestre, que está terminando, foram apresentadas possibilidades que podem ser usadas para desenvolver a expressividade nas crianças. As interdisciplinas de Música, Ludicidade e Literatura, com seus conteúdos, e principalmente, com a janela que abriram em nossa mente, ofereceram formas de trabalhar a comunicação e a expressão com os pequenos. 
   Histórias, poesias, dramatizações e parlendas podem ser utilizadas de forma dinâmica e criativa, pois um aluno com dificuldade de se integrar, por exemplo, pode começar a fazê-lo a partir da identificação com um personagem. O próprio "Patinho feio" não era feio ou "errado", apenas estava deslocado, mas ao encontrar semelhantes, sentiu-se lindo como seus irmãos e sua mãe. 
   Brincadeiras e jogos também servem para aproximar colegas, como dar as mãos para aquele que desconhecemos, se sentir parte integrante de um grupo, enfim, socializar, aprendendo a conviver. Atividades em grupo, em que um depende do outro, aproximam e geram confiança. Podemos compreender isto quando observamos as brincadeiras na escola, assim como constata a fonoaudióloga Cyrce Andrade:
   "É preciso enxergar o brincar como a maneira que os pequenos tem de produzir cultura e a forma de expressão da infância por excelência." "...a escola, por ser um dos raros lugares que os pequenos tem de conviver com os colegas hoje, seja um ambiente que privilegie o brincar em grupo." 
 A música oferece inúmeras possibilidades de aumentar as formas de expressão. O próprio canto já promove um "sair de si", um "ir além" do que a timidez permite. O canto espontâneo, natural desde os primeiros balbucios do bebê, como nos diz Parizzi, deve ser valorizado: 
"O canto espontâneo é uma das mais importantes formas de expressão da criança, tão significativa quanto o desenho, a gestualidade e o comportamento infantil."  
  A música, conforme o direcionamento, pode induzir à dança, à meditação, imitações, rimas e repetições, faz de conta, brincadeiras de roda, entre outras possibilidades.
   Cabe, portanto, ao professor perceber as dificuldades de seu aluno e conduzir na busca pela expressividade.

Referências:

Parizzi, Maria Betânia - O canto espontâneo da criança de zero a seis anos: dos balbucios às canções transcendentes.
file:///C:/Users/Usuario/Downloads/2006%20O%20canto%20espont%C3%A2neo%20da%20crian%C3%A7a%20de%20zero%20a%206%20anos.%20PARIZZI%20(1).pdf

"Brincar é a forma de expressão das crianças"(Cyrce Andrade)
Revista Nova Escola, edição de setembro de 2010, por Beatriz Vichessi, encontrada em:
file:///C:/Users/Usuario/Downloads/Brincar%20%C3%A9%20a%20forma%20de%20express%C3%A3o%20das%20crian%C3%A7as.pdf





domingo, 26 de junho de 2016

      Um pouco de poesia, de reflexão e alteridade.
                       
  MUNDO SURDO

Hoje o mundo amanheceu surdo, menos eu.
Poderia gritar e ninguém ouvir.
Iriam pensar que eu estava louca, ou estranha.
Olhar-me-iam como se fosse algo inacabado
Mal constituído ou com problemas.

Hoje quis falar com alguém, contar sobre meu dia,
Sobre minhas emoções escondidas.
Mas ninguém iria me entender
Pois o mundo é dos surdos:
“Pra que essa gritaria?”...

Quis um abraço, um carinho, um “bom dia”.
Falei, falei e ninguém entendia.
Tentei imitar os gestos que faziam
Uma tortura, não conseguia.
Como me fazer ouvir?

Comecei a calar como eles
E minha boca se fechou.
Todos pensaram: “agora ela tem jeito!”
“Está igual a nós”... Terá sucesso
Terá sonhos, chances na vida.

Senti-me desprezada, excluída.
Queria apenas me comunicar
Dizer o que sentia.
Estudar falando, trabalhar cantando
Fazer tudo como sabia.

Uma janela se abriu:
Vinham falantes de todos os lados,
Relatando o que viram, o que queriam
Falávamos e nos entendíamos,
Como se nos conhecíamos.

E os que não falavam riam de nós
Pois dançávamos sem parar
Pois as músicas não ouviam.
Imaginavam-nos loucos
Na mais silenciosa agonia.
                                 Cláudia S. Kerber






terça-feira, 21 de junho de 2016

Mapa conceitual da vida

     
    Na vida é importante seguirmos uma linha de pensamento, de conduta ou raciocínio. É necessário fazermos articulações entre o que pensamos e fazemos, abrir extensões de nossos projetos, tanto diários, como de longo prazo.
   Tomemos como base o mapa conceitual de um projeto de aprendizagem: escolhemos um conceito e a partir dele alongamos o fio da linha de pensamento que iremos seguir. Assim descobrimos as possibilidades de investigação que surgem conforme avançamos, adquirindo mais compreensão e ampliando nosso campo de visão. Entre dúvidas e certezas aparecem novos elementos fundamentais para a elaboração do projeto.


   Comparo, desta forma, nossa vida. Tanto vida pessoal como profissional, nosso trabalho como docentes. A construção de uma linha de pensamento surge a partir do que somos, do que queremos, do que determinamos.

    Surge a questão: o que queremos saber ou fazer? Como iremos proceder para realizar ou adquirir? Que implicâncias acarreta? O que sabemos sobre isto? O que precisamos saber? Perguntas surgem aos montes, mas a resposta nós mesmos buscamos e redefinimos.
    Em termos práticos, se meu foco é ser um professor melhor, o que devo fazer? Podemos seguir uma linha de pensamento e criar estratégias e articulações: qualificação - cursos de formação - curso superior específico. Como devemos proceder: entusiasmo - coragem - determinação - disciplina - compromisso. Do mesmo modo, definimos como podemos realizar: buscar uma Universidade - prestar seleção - deslocamento - horários compatíveis. Assim formam-se teias que podem ser interligadas, a partir de um conceito básico:ser um professor melhor.
    Penso que a vida, sob este aspecto, baseia-se em princípios, desejos, conquistas e superações. Então façamos nosso mapa conceitual e tracemos nosso destino.
     
Referências:

quarta-feira, 15 de junho de 2016

O poder da voz


   Cuidar da voz talvez seja mais importante do que imaginamos. No início do semestre, assistimos o filme "Minha voz, minha vida", que mostrou como dois professores usavam sua voz, de maneiras distintas.
   A partir do filme, produzido com o intuito de alertar, voltei a alguns anos atrás, quando tive problemas com minha voz, devido a problemas de saúde, mas principalmente, pelo uso indevido da voz. Trabalhava com o maternal em uma escola de educação infantil, com crianças em torno de três anos de idade, em número de catorze ou quinze na turma. Na minha rotina era comum falar alto em qualquer coisa que iríamos fazer: almoçar, brincar, escovar os dentes ou pintar, por exemplo. Também apartava desentendimentos e chamava a atenção muitas vezes aos gritos, energicamente. A explicação, obviamente, era que eles não me ouviam!
   Os problemas com rouquidão começaram e inúmeras vezes perdi a voz. Como consequência, os alunos não me ouviam outra vez!
A diretora, pessoa e profissional que estimava muito, sempre me orientava a baixar a voz e procurar outros modos, mais criativos, para chamar a atenção dos pequenos. Comecei a bater uma caneta em um copo de alumínio ou a sussurrar em vez de gritar. Da mesma forma, dava batidas na porta para prestarem atenção. E deu certo: poupei minha voz e ainda obtive um melhor retorno dos alunos. Também passei a beber água com frequência, costume mantido até hoje.
    Atualmente atuo com crianças menores, de um a dois anos de idade, mas que ainda não controlam o tom de voz, normal em sua fase de desenvolvimento, pois muitas vezes e repentinamente, gritam e se exaltam. Porém, faço uso de estratégias, como falar baixinho, propositalmente, e convido a também falarem assim. Geralmente funciona, pois é tão diferente alguém sussurrar que passa a ser novidade para eles, além de ser divertido imitar a professora neste novo desafio.
   Os cuidados com a voz também passam por gargarejos com produtos específicos, pastilhas e exercícios fonológicos, como os que o professor realiza no vídeo. Deste modo certamente estaremos poupando nossas cordas vocais de abusos, e utilizando-as para atividades mais interessantes como cantar, por exemplo. E cantando, podemos atingir objetivos mais eficazes e gratificantes do que gritando.



Referências:
Filme Minha voz, minha vida,  realizado pelo SINPRO-SP, com direção de Deivison Fiuza.
https://www.youtube.com/watch?v=d9e4oHqtIXY

terça-feira, 7 de junho de 2016

Favorecendo o aprendizado

     
  Estou trabalhando com meus pequenos, na EMEI Estrelinhas do Recanto, os cinco sentidos. Pensemos em crianças em torno de 18 meses descobrindo suas capacidades, como se dará a descoberta e o aprendizado?


     Fazendo um link com as interdisciplinas deste terceiro semestre, podemos fazer associações. Estamos estudando Musicalidade humana, Ludicidade e Literatura, além de Líbras e o Seminário Integrador. Ou seja, as interdisciplinas  possuem entre si uma ligação: são formas de se chegar ao aprendizado, seja ele qual for.
     Voltando aos cinco sentidos, em crianças que estão despertando para o seu potencial, ainda latente, necessitam de um contexto lúdico para a percepção do mesmo. Para tanto, podemos fazer uso da musicalidade para chegarmos à audição, por exemplo, não necessariamente cantando ou ouvindo canções, mas sutilmente, como o bater palmas ritmadas ou zumbidos do vento (zzzzzzzzz), alternando com pingos da chuva (plim...plim...plim...), criando um ritmo agradável. Da mesma forma, através de brincadeiras lúdicas podemos chegar a perceber o tato, como usando um cubo de texturas, ou através de histórias falarmos sobre o gosto ou outro sentido.
     Com as crianças bem pequenas é especialmente através da ludicidade, em suas diversas interpretações, com a musicalidade e a literatura, ou dramatizando ou criando novos modos de promover o aprendizado, que atingiremos o objetivo desejado, no caso, descobrir suas capacidades sensoriais.

Referências da imagem: www.cm-pampilhosadaserra.pt

terça-feira, 31 de maio de 2016

Nas tramas da transdisciplinaridade


 "A transdisciplinaridade é uma abordagem científica que visa à unidade do conhecimento. Desta forma, procura estimular uma nova compreensão da realidade articulando elementos que passam entre, além e através das disciplinas, numa busca de compreensão da complexidade do mundo real."


  Muito se fala, hoje em dia, em transdisciplinaridade. Nas escolas, em reuniões pedagógicas, ouve-se o termo e sugere-se que ela aconteça, com o ensino contemplando as várias áreas do conhecimento. 
    Algum tempo atrás,  a ordem era repassar conteúdos específicos, cada professor em sua área de especialização. Mas, gradativamente, em vistas de um mundo globalizado, acesso instantâneo à informação e a diversidade de interesses, o aluno não necessita somente assimilar verdades incontestáveis ou conhecimento engessado, mas estar aberto e preparado à chuva de informações que se derrama sobre ele, sabendo refletir, ao abrir a janela para o mundo. 
   Neste contexto, basta acessar a internet para saber quem foi este ou aquele herói, em que ano e porque aconteceu a Revolução Francesa, por exemplo. Claro que o conhecimento adquirido em aula e pela leitura é essencial, mas o aluno tem toda informação ao seu dispor, como nunca antes ocorreu, desde que queira ou necessite dela. Nesta questão entra o incentivo à pesquisa, a motivação para compreender o desconhecido, a curiosidade de saber do ser humano. Torna-se necessário instrumentalizar a busca do conhecimento.
  Em termos de transdisciplinaridade, muitos conceitos e conteúdos não precisam ser aprendidos estaticamente, mas fazendo-se uso de dinâmicas de conhecimento, como acontece na elaboração de projetos. Nas reuniões pedagógicas, comumente, os professores são orientados a incentivar a pesquisa e organizarem-se de forma a contemplarem o mesmo tema, em determinada turma, por exemplo, mas sob os diferentes ângulos e perspectivas das diversas disciplinas.
   Na educação infantil há muito já se trabalha com a transversalidade, vista a necessidade de formar um ser humano na sua totalidade, integralmente. As áreas de conhecimento se completam, se alternam, para um único fim: o aprendizado. Música, artes visuais, literatura, natureza e sociedade, movimento e mesmo noções de matemática se integram, para que a criança aprenda e desenvolva plenamente suas capacidades.
   O aluno, já em séries mais avançadas, também irá tirar benefícios maiores ao fazer conexões com as áreas do conhecimento, unindo a um fio condutor, na teia do aprendizado. Suas múltiplas capacidades serão envolvidas e o resultado será bem melhor tramado.

Referências: 

terça-feira, 24 de maio de 2016

Estabecendo relações e compreendendo o mundo


      Para a criança conseguir estabelecer relações e compreender o mundo à sua volta, necessita fazer associações, interações e utilizar símbolos que representem o mundo real. Faz por meio da brincadeira, dos jogos de exercício, seguindo jogos normatizados, reproduzindo o mundo real, simbolicamente, pela sua imaginação, e por fim faz sua interpretação de mundo, conforme o seu grau de desenvolvimento e faixa etária.


    A criança nasce ligada à mãe e, aos poucos, começa a manter contato com outras pessoas, cuidadores, membros da família, outros bebês. Começa a interagir no espaço físico e estabelece relações. Inicialmente, a interação se dá por imitação, depois começa a indicar o que deseja e cria estratégias para obter. Esta relação com o outro e o mundo em volta, sejam objetos, alimentos ou pessoas, começa a ser divertida e a criança brinca com as situações. Um bebê que tapa os olhos e acredita que assim estará ausente, cria um jogo de aparição e esconderijo. O adulto, ou mesmo criança, entrando no jogo,  tornará a brincadeira ainda mais interessante e enriquecedora em termos de aprendizagem. Esta criança brinca, mas na verdade, estabelece relações com o exterior através destes jogos de exercício, repetição e imitação.

     Com o passar do tempo a criança começa a jogar simbolicamente, criando e incorporando personagens, fazendo de conta que suas brincadeiras são reais, pois em sua mente acredita que sim, em vista de seu desenvolvimento e compreensão. A criança em torno de dois anos de idade utiliza-se de símbolos que representem o mundo real, que por sua imaturidade, não compreende completamente. Vamos supor que a criança foi ao dentista e impressionou-se com a experiência. Será bastante possível que ao chegar em casa, suas impressões se transformem em uma brincadeira, muitas vezes com inversão de papéis, como ela ser o profissional e uma boneca ou ursinho o paciente, que necessita ficar quieto e se sujeitar às intervenções do dentista. Do mesmo modo, percebemos nas escolas as crianças reproduzindo situações vivenciadas em casa, opressões ou mesmo traumas.
     Conforme avança em idade e desenvolvimento, a criança passa a se interessar por desafios maiores, que integrem outros grupos, com jogos onde regras determinam o bom andamento da brincadeira. Gostam de jogos ao ar livre, envolvendo equipes, com bola, corda e outros recursos, desenvolvendo, assim, as capacidades físicas e outros aprendizados importantes da vida em sociedade, como ganhar e perder, esperar a vez, ter honestidade e respeito para com os demais. Os jogos de tabuleiro, dados, cartas, cartelas e blocos fazem, igualmente, parte do repertório que abrange o aprendizado infantil neste sentido.
     Posteriormente, o então adolescente, irá se interessar por jogos ainda mais desafiadores, como palavras cruzadas, por exemplo, pois desenvolve simultaneamente a memória e o raciocínio, como exige acertar a resposta associando com o encaixe das letras na grade, indicada no jogo. Os jogos tecnológicos também desafiam e fazem parte do cotidiano dos adolescentes.

     Todo jogo e brincadeira, desde a primeira infância até a fase adulta serve para entreter, divertir, estimular os aspectos cognitivos ou motores - conforme a fase de desenvolvimento, socializar, aprender regras e principalmente promover aprendizados de forma lúdica e prazerosa.


quarta-feira, 18 de maio de 2016

Mais sobre Projetos de Aprendizagem

    O que é o mais importante ao conceber um projeto de aprendizagem e qual o primeiro passo para sua realização?


 Ao realizarmos um projeto de aprendizagem precisamos levar em conta o interesse do aluno. Devemos incentivar a pesquisa de temas relevantes que venham ao encontro da curiosidade que leva ao conhecimento, de forma criativa e instigante. 
  No meu pensamento, a curiosidade pode ser instigada, pois o aluno sempre terá algo mais a querer saber, com uma boa dose de motivação e desafio como parceiros de aprendizado.
   O aluno até pode ter um conhecimento prévio, mas suas noções podem ser alargadas à medida que vai pesquisando. A diferença entre impor um tema de pesquisa e provocar a curiosidade sobre algo de seu interesse é imensa. O que queremos saber sempre chega a nós, de uma forma ou outra, com muito mais sentido.
  Todos temos, sobre este ou aquele assunto, certezas e dúvidas. Torna-se necessário usar as certezas que temos como alicerces para obter as respostas para nossas suposições e questões a serem preenchidas com o conhecimento, através da pesquisa, para o real aprendizado e assim, ampliar o vasto horizonte do saber.


sexta-feira, 13 de maio de 2016

Projetos de ensino e aprendizagem nos berçários


      Entramos, nos conteúdos da interdisciplina Seminário Integrador, em um assunto que está sempre em pauta no meu fazer pedagógico: a elaboração de projetos.
       Sempre me intrigou a realização de projetos nas turmas iniciais em escolas infantis, da forma como comumente acontece, visto que o assunto deve, ou deveria, partir do interesse das crianças, os Projetos de aprendizagem. Geralmente elaboramos subprojetos baseados em um maior, norteador de atividades na escola ou na rede municipal de ensino. Muitas vezes os temas escolhidos não tem significado para os bebês, e mesmo para o maternal. Realizamos o projeto, mas o aprendizado é mínimo, as atividades tornam-se superficiais e desconexas com a realidade. 
    Porém existem os projetos que fazem alusão às datas comemorativas, válidas para o conhecimento do aluno ou a integração entre turmas, pais e comunidade escolar em geral. São os chamados Projetos de ensino, que às vezes tem de ser feitos de uma hora para outra, por sugestão de uma entidade, por exemplo. Como no caso da "Campanha de prevenção contra o Zica", solicitando elaborar um pequeno projeto conscientizador sobre o tema.
    Este ano questionei novamente sobre como fazer um projeto de interesse dos alunos, se eles nem falam ainda, se mal e mal compreendem que são independentes da mãe? Surgiu então a ideia de trabalhar a identificação do eu, como ser independente e cheio de capacidades a serem descobertas e desenvolvidas. Ou seja, é do interesse e realidade deles e eu, como docente, tenho muito a promover para que aconteçam estas descobertas. 
     Surgiu, então, um projeto de ensino e de aprendizagem, ao mesmo tempo, para o berçário 2, visando a autodescoberta e o desenvolvimento integral da criança.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Reflexões sobre a INCLUSÃO


     Voltamos a discutir, em aula presencial, uma questão que está em voga nos dia atuais, tanto em nossas escolas, como na sociedade em geral: a INCLUSÃO.
   Como, de fato, ocorre a inclusão no ambiente escolar? Apenas introduzir alunos com necessidades especiais em sala de aula convencional ou proporcionar atendimento qualificado e com a estrutura adequada? Como excluímos, mesmo sem querer, algumas pessoas? Será que não ocorre uma EXCLUSÃO dentro da INCLUSÃO?
     Estas questões nos levam a refletir sobre o termo INCLUSÃO, no sentido amplo: incluir significa abranger, introduzir, colocar dentro. Vamos pensar em nosso círculo de amigos: como escolhemos nossas amizades? Certamente a resposta será "por afinidade"ou "por projetar a sensação de segurança ou de conhecimento". Então significa que fazemos uma seleção inconsciente e imediata do que queremos próximo a nós. O que difere deste parâmetro nos assusta e refutamos para não abrir um espaço ameaçador neste círculo. 
      Vamos pensar em um ambiente coletivo, como a escola. Entre as centenas de alunos que se cruzam diariamente nos corredores e nas turmas, divididas por faixa etária e nível de aprendizado, existem diferenças de cor de pele, etnia, condição econômica e social, hábitos de higiene, fora os padrões estéticos "exigidos pela indústria da beleza e da moda", como alunos com sobrepeso, por exemplo. Entre tantas diferenças, existe uma convivência que é aprendida, que se baseia na tolerância e no respeito. Neste ambiente escolar, de socialização e convívio de diferentes, acontece, ou deveria acontecer, a INCLUSÃO, no sentido restrito, envolvendo indivíduos com necessidades especiais de todo tipo, sejam estas limitações físicas ou cognitivas.
     Mas será que o aluno com alguma necessidade especial recebe, realmente, a atenção que necessita? Nossas escolas estão equipadas adequadamente e com profissionais qualificados para atender a demanda? Ou o aluno diferente, assim dizendo, fica à margem da turma, ou mesmo à deriva no aprendizado? Imaginemos uma sala composta por 35 alunos e uma professora para atender a todos, incluindo um ou mais portadores de necessidades especiais, mas sem suporte para atender bem, ou seja, sem monitor auxiliar, sem banheiros próximos à sala, sem acompanhamento psicológico para ela, se necessitar, e para o aluno, muitas vezes sem o apoio da família e/ou entidades assistenciais. Será que a professora irá dar conta? E este aluno, receberá um atendimento qualificado que merece e necessita? Torna-se óbvia a resposta, pois para que a inclusão aconteça de verdade, precisa estar sustentada em pilares maiores do que apenas boa vontade e dedicação.
     Penso que é nobre, humano e politicamente correta a consolidação da ESCOLA INCLUSIVA, porém torna-se fundamental o planejamento de como se dará esta inclusão, para a garantia de que este aluno receba a atenção que precisa, se socialize saudavelmente e acompanhe, a seu ritmo e capacidade, os conteúdos e aprendizados da turma. Ainda estamos um pouco longe do ideal que esperamos, pois incluir não é só colocar dentro da escola o aluno especial, mas é inserir com a certeza de que será o melhor para a integralidade do seu desenvolvimento.
     

terça-feira, 3 de maio de 2016

A linguagem de sinais como forma de comunicação


   Imagine uma criança ainda pequena querendo se comunicar. Ela ouve, mas não entende, ainda não associa as palavras com as ações. Então o que fazemos para estabelecer comunicação e fazê-la compreender o que dizemos?
   Fazemos, então, uso de gestos para nos fazermos entender. Para a comida, fazemos sinal com a mão perto da boca, para ir embora balançamos a mão, dando “Tchau”, para ela se aproximar, usamos novamente a mão, em sinal de “Vem cá”. Aos poucos ela começa a codificar o gesto/significado, e por meio de repetições, estabelece uma forma de linguagem. Com o desenvolvimento, gradualmente utiliza sílabas ou articula algumas palavras para o processo de comunicação.
  As crianças surdas, do mesmo modo, estabelecem suas formas de comunicação. A linguagem de sinais com as mãos, aliadas a expressões corporais e faciais, permite que surdos-mudos se compreendam e através da interpretação destes sinais, ouvintes possam também fazê-la.
   Desde cedo, ao perceberem a surdez nos filhos, é importante que os pais busquem orientação de como proceder, através de escola especializada, e aprender a língua de sinais. Quanto mais cedo a criança conseguir se comunicar, melhor irá desenvolver a cognição e isto irá favorecer o aprendizado.
  Muito se fala, atualmente, em escola inclusiva, onde todos possam, igualmente, aprender e manter convivência, saudável e desejada, porém nem sempre será o melhor para o surdo. A probabilidade de ser o único surdo da escola, ou da turma, é muito grande, o que poderá fazê-lo se sentir isolado e diferente, sem real aprendizado e a esperada convivência. Sugere-se frequentar uma escola especializada, porém existem poucas, dificultando o acesso para quem mora longe. Os professores tem uma base da Língua Brasileira de Sinais durante a formação em nível superior, porém a prática é que irá concretizar o aprendizado, o que geralmente não acontece. Existem cursos específicos de interpretação de sinais e LIBRAS, propriamente dito, em diversas universidades, como opção de qualificação e habilitação profissional.

    O importante é estarmos sempre abertos para o diferente, buscando as formas de estabelecermos comunicação, pois todos somos cidadãos de direitos iguais e seres humanos que necessitam de convivência afetuosa e desejosos de nos fazermos entender pelos outros.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Musicalidade


  Gosto muito do filme de animação "Shrek", onde o personagem do burrinho começa a cantar (embora desafinado): "...para quem tem um amigo...", na intenção de agradar o Shrek, um tanto sisudo e solitário. Até que, lá pelas tantas, Shrek dá um grito: "Para de cantar!!!", mas o burrinho não desiste de tentar chamar a atenção. 

  Esta passagem pitoresca do filme faz pensar na música como forma de elevar o espírito, de melhorar o humor, de aproximar as pessoas, de dizer algo que somente por ela conseguimos revelar, ou seja, uma riquíssima expressão da linguagem.
  A musicalidade é inerente ao ser humano, acompanha desde os primórdios da humanidade, agrada aos ouvidos e a alma. Quem nunca presenciou uma gestante colocando música próximo ao ventre para o bebê escutar? Ou, depois do nascimento, cantarolar doces canções de ninar para ele? Ou ensinar  os números com uma cantiga folclórica? 
  Pensamos, geralmente, que é necessário pleno conhecimento de partituras, ter um dom especial ou compreender conceitos específicos, para fazer música. Claro que buscar o conhecimento e a harmonia irão produzir uma composição agradável, mas podemos fazer música espontaneamente, com os dedos, com pequenos objetos ou mesmo assobiando, com ritmo e beleza. 
   A música e a leitura andam juntas, neurologicamente falando, por isso podemos associar as duas para um melhor aprendizado em nossas escolas. Na Educação Infantil fazemos uso, com frequência, de histórias cantadas para trazer musicalidade à Hora do Conto.
   Podemos perceber a musicalidade no ritmo dos pingos da chuva, no compasso turbulento das ondas do mar, no vento que açoita as palmeiras... A musicalidade está na alma de quem deseja elevar o pensamento, ter prazer ao ouvir e transformar, com sensibilidade, sons e palavras em belas melodias.


Referências: