O espírito natalino toma conta de todos e estamos imbuídos de sentimentos de amorosidade, compaixão, fraternidade, alteridade, entre muitos outros.
Pensando em minha posição como professora, naturalmente educadora, utilizada como exemplo e apoio na vida de tantos, pequenos ou adolescentes, me pego com algumas perguntas: O que tenho feito de concreto baseado no espírito natalino? Será que vou além ou fico limitada a este período do ano? O que passo para meus alunos, sobre ações que efetivem e justifiquem estes sentimentos?
Acredito que estes nobres sentimentos devem ir bem além do mês de dezembro. Devem fazer parte da vida das pessoas e serem manifestados por ações, bem mais do que com palavras ou felicitações. Sei que devemos ser profissionais e muitas vezes somos criticados quando tentamos humanizar as aulas. Há uma corrente que defende a separação do eu profissional e do eu pessoa humana, como se ambos não pudessem conviver. Vemos conflitos internos e familiares em nossos alunos, o individualismo tomando conta, farpas de todo tipo entre os alunos, necessidades básicas não só de pão, mas de afeto e carinho.
Penso que somos mais do que professoras, somos semeadoras. Semeamos o bem, os bons conselhos, o bom exemplo, o bom olhar para com o outro. Se o ano todo ficamos alienados às situações adversas de nossos alunos, como podemos falar em generosidade, em solidariedade e amor? Temos que descer do pedestal em que erroneamente nos colocamos e enxergar muito mais além.
Referências:
Blog do Briguilino. Disponível em:
Overmundo. Disponível em:


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