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domingo, 1 de novembro de 2015

A erotização infantil


   Dos anos 80 para cá muitas mudanças ocorreram na sociedade e as crianças passaram a serem consumidoras e objetos de consumo. Pseudo-valores passaram a serem incorporados, em nome da modernidade dos tempos.
Nos anos 80 era assim - capa de disco infantil

   Nunca antes na história a criança teve esse papel, num panorama cultural que valoriza a sensualidade e o culto ao corpo, visando o consumo desenfreado, fomentando o desejo de possuir e os prazeres imediatos.
  A imagem da criança deixou de ser representada pela pureza e ingenuidade, passando a ser pela sensualidade, charme e liberdade. Muitos comerciais de televisão, anúncios em revistas e outros veículos de comunicação mostram crianças erotizadas, maquiadas, de salto alto e fazendo 'caras e bocas'.
  A infancia nem sempre teve a valorização que tem hoje, sendo suprimida por séculos, com a criança convivendo com os adultos sem nenhuma preocupação com direitos ou o que estava assimilando. Muitos consideravam as crianças "adultos em miniatura". 
  Os casos conhecidos de abuso sexual se proliferam e nunca se falou tanto em pedofilia e pornografia infantil. Os direitos das crianças começaram a serem analisados e muitas bandeiras foram erguidas com o intuito de preservar  a ingenuidade infantil. De certa forma, uma contradição - se defende a pureza infantil e se erotiza o universo da criança.
  A imagem da menina de hoje está cada vez mais exposta e os crimes acontecendo até dento de casa.   O apelo sensual começa cada vez mais cedo, matando a criança interior e deixando uma lacuna no desenvolvimento saudável desta fase da vida.

Muito se vê nas escolas, com crianças maquiadas, roupas inadequadas, cuecas saindo da calça, meninas ainda, mas sensualizando nos corredores e redes sociais. 

  A nova mentalidade dos anos 80 e 90 criou toda uma ideia de liberdade e novos conceitos, fez emergir uma criança erotizada  precocemente e roubou-lhe sua característica principal, a inocência.


                                                                   
                                                                       
                                                   



sábado, 10 de outubro de 2015

Infância pós-moderna



 O ser humano está em constante transformação, assim como o pensamento coletivo e o andar da humanidade.

   A ideia de movimento e de mudança fundamentam a vida pós-moderna. Velhos conceitos e valores são repaginados, baseados na saturação da crença na ciência, na garantia de uma vida feliz e bem administrada, na segurança e na razão. A velocidade do tempo atual não permite estagnações, crenças absolutas nem confiança plena em qualquer coisa, pessoa ou situação.
      A base do pós-modernismo é a inconsistência, a liquidez, o excesso, a impermanência, a velocidade e o hábito desenfreado do consumo – de coisas, de pessoas, de ideias, de serviços ou mesmo de ilusões.





        Tudo se pode adquirir, usufruir, participar, mostrar.

       O que importa é ser feliz agora, produzir mais para consumir mais, usufruir espremendo o sumo até perder a valia, para tornar nossa vida mais alguma coisa que não se sabe bem o que. E nem por quanto tempo e nem ir para onde.
 As crianças vivem no mundo que os adultos deixaram, com a educação na pauta do dia e valores reinventados.
 A questão é saber como educar as crianças na pós-modernidade, frente a tantas mudanças que ocorrem, sem precedentes no andar da humanidade.





   
 Elas vêm de casa, desde o nascimento, inseridas em ideias consumistas e valores muitas vezes vazios.


 Nós, como escola e como professoras, temos é que dar um norte, visualizar uma linha de chegada aos aprendizados para que o aluno não só decore conteúdos, mas aprenda a compartilhar conhecimentos, pesquisar e pensar por sua mente, com senso crítico e discernimento.

 Do mesmo modo, a mídia cria necessidades irreais que a criança não tem maturidade para refletir a respeito e a família está muitas vezes omissa, mergulhada em preocupações que o próprio consumismo gerou.