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quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Kindergarten

    
     Hoje se comemora o Dia das Crianças. A maioria dos professores trabalha com crianças, destas, muitas na educação infantil.  

     Sabe-se que a criança passou  a ser valorizada e tratada como pessoa em potencial há pouco tempo, se analisarmos a história. Anteriormente, as crianças limitavam-se a serem "adultos em miniatura", brincando em volta da cozinha, na "barra da saia" das mães ou serviçais. No século XIX começou-se a perceber a criança como ser que precisava de educação específica para a idade. 

    A infância, a partir de então, começou a ser objeto de estudo de muitos pedagogos, psicólogos e outros estudiosos. Um destes foi o pedagogo alemão Fiedrich Froebel, o criador do JARDIM DE INFÂNCIA, o "Kindergarten". Froebel é considerado o maior reformulador educacional do século XIX, pois com seu pensamento crítico, desenvolveu uma educação diferenciada, com o uso de brinquedos, materiais alternativos (tão em voga na atualidade), para a percepção sensorial, e depois, consequentemente, ampliar movimentos com o próprio corpo. 



    
      Podemos, segundo Frank Carvalho, constatar que:
 "Em sua filosofia educacional, no Kindergarten as crianças eram consideradas plantinhas de um jardim, cujo jardineiro seria o professor (influência de Pestalozzi). A criança se expressaria através das atividades de percepção sensorial, da linguagem e do brinquedo. A linguagem oral se associaria à natureza e à vida." 
     Neste Dia das Crianças, que saibamos dar valor a criança que está se desenvolvendo, conhecendo o mundo, socializando-se e interagindo, pois é dependente de nós, adultos educadores, mas grandiosa em todo seu potencial.



Referencias:
                  Carvalho, Frank Viana. Filosofando. Blog (11 de outubro de 1911). 

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Finalizando...

   Chegamos ao final de mais um semestre no Pead, com o envio da Síntese Reflexiva e a elaboração da apresentação oral no Workshop de aprendizagens. Mais uma semana e compartilharemos nossos trabalhos com o grupo.
   Acredito que o ponto alto do Pead seja sempre a Síntese Reflexiva, que exige propriedade sobre os conteúdos, clareza de pensamento, capacidade de síntese e produção textual. A apresentação oral exige os mesmos requisitos, mas de outra forma, mais leve e conclusiva, bem como nos desafia a apresentar em tempo mínimo, o que é um tanto difícil.
  Penso que cada interdisciplina teve enorme importancia em nossa prática diária nas escolas, e algumas foram mais densas que outras, mas todas significativas. Os conteúdos da interdisciplina Fundamentos da Alfabetização foram passados de forma bem objetiva e prática, esclarecendo dúvidas e sugerindo atividades. Em Psicologia tivemos muitos conhecimentos a respeito da mente humana, que terá aplicação em nossa rotina diária com os alunos, compreendendo atitudes e comportamentos. Em História aprendemos sobre o processo de escolarização e em Infancias, uma nova visão sobre as crianças e suas diferentes concepções. 
  No Seminário Integrador, superamos as dificuldades com o uso das tecnologias, nos habituamos a postar no blog, facilitando a organização dos aprendizados e com isso, fixando os conhecimentos adquiridos. Da mesma forma, a Escrita Coletiva nos fez trabalhar em equipe, cada uma respeitando a ideia do outro e sendo coerente com o texto inicial.
   Um ano de Pead chega ao final e espero que os próximos sejam de muito aprendizado e superação dos novos desafios, que certamente virão. Mas com boa vontade e disciplina nos estudos, tudo poderemos vencer!

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Meu conceito de criança


  As crianças podem ser definidas baseando-se por três conceitos - modos de compreender e dimensionar a infância.

  Alguns conceituam como selvagem, pois a criança é um ser menos evoluído, menos desenvolvido e que necessita uma explicação. É vista como algo particular que já fomos e a imortalidade do seu futuro imanente; uma comunidade estável e previsível que todos fizeram parte um dia.

   Para outros a infância é natural, pois ser criança é normal e a convivência com elas é natural. A mudança de fase vem marcada por ritos de passagem, cerimônias ou apenas vem com significados ideológicos. A criança é um ser que vai maturando, conforme o desenvolvimento biológico e cognitivo.

  Sob outro ponto de vista, a criança é um ser social, visto que a infância é uma fase da vida que a criança -tábua rasa - se prepara para a convivência futura, para tornar-se um ser cultural e credível.

  A minha prática pedagógica está orientada pelo conceito da criança NATURAL, pois as vejo como pessoas que estão conhecendo o mundo, e nós, como adultos educadores, temos que guiá-los para que o seu desenvolvimento seja integral.
  Devemos favorecer o crescimento saudável, estimular as suas potencialidades e prover meios para que possam aprender, bem como estimular as capacidades cognitivas. Mas, acima de tudo, permitir que brinquem, explorem o ambiente, construam conhecimentos, interajam com os demais.


  Penso que a infância é uma riquíssima etapa da vida e existem sim, ritos de mudança criados pela sociedade. Ao sair da educação infantil fazemos uma formatura, o primeiro rito de passagem. Depois, vão surgindo outras cerimônias, algumas religiosas, que anunciam uma nova etapa.

domingo, 1 de novembro de 2015

Infância soft


  Desde sempre me chamou a atenção as imagens lindas de bebês fofos em revistas para mães. As capas já traziam a imagem de um lindo bebê, geralmente loirinho, de enormes olhos claros, redondinho, limpo, provavelmente cheiroso e muito amado.
   Obviamente que a imagem soft da capa era o apelo comercial para a compra da revista, pois toda mamãe deseja que seu bebê seja assim, um fofo, saudável e com todos os encantos possíveis. Como que a revista venderia seus exemplares com um bebê comum, com brotoejas ou subnutrido, por exemplo, sem a aura leve e delicada?
  Nos anos 50 e 60 já circulavam revistas do gênero, e minha mãe guardava alguns exemplares, e desde aquela época os bebês já eram retratados desta forma. Haviam propagandas de produtos com desenhos ou fotos de carinhas adoráveis e fofas.                                                                                  .anos 50
   A idealização da infância é cultural e faz parte do sonho de toda mulher que tem um filho, focando o lado meigo e ocultando as imperfeições, as deficiências, carências e desencantos da maternidade.
   A infância soft divulgada pela mídia é a supressão da necessidade que o ser humano tem de resgatar algo que há muito deixou para trás: a doçura e a inocência de um tempo lúdico e imaculado, irreversível em sua vida, frente a realidade da vida adulta.
  Soft remete à leveza e a infância é um porto seguro emocional onde o ser humano encontra o alento para enfrentar as asperezas do cotidiano.
bebê soft



A erotização infantil


   Dos anos 80 para cá muitas mudanças ocorreram na sociedade e as crianças passaram a serem consumidoras e objetos de consumo. Pseudo-valores passaram a serem incorporados, em nome da modernidade dos tempos.
Nos anos 80 era assim - capa de disco infantil

   Nunca antes na história a criança teve esse papel, num panorama cultural que valoriza a sensualidade e o culto ao corpo, visando o consumo desenfreado, fomentando o desejo de possuir e os prazeres imediatos.
  A imagem da criança deixou de ser representada pela pureza e ingenuidade, passando a ser pela sensualidade, charme e liberdade. Muitos comerciais de televisão, anúncios em revistas e outros veículos de comunicação mostram crianças erotizadas, maquiadas, de salto alto e fazendo 'caras e bocas'.
  A infancia nem sempre teve a valorização que tem hoje, sendo suprimida por séculos, com a criança convivendo com os adultos sem nenhuma preocupação com direitos ou o que estava assimilando. Muitos consideravam as crianças "adultos em miniatura". 
  Os casos conhecidos de abuso sexual se proliferam e nunca se falou tanto em pedofilia e pornografia infantil. Os direitos das crianças começaram a serem analisados e muitas bandeiras foram erguidas com o intuito de preservar  a ingenuidade infantil. De certa forma, uma contradição - se defende a pureza infantil e se erotiza o universo da criança.
  A imagem da menina de hoje está cada vez mais exposta e os crimes acontecendo até dento de casa.   O apelo sensual começa cada vez mais cedo, matando a criança interior e deixando uma lacuna no desenvolvimento saudável desta fase da vida.

Muito se vê nas escolas, com crianças maquiadas, roupas inadequadas, cuecas saindo da calça, meninas ainda, mas sensualizando nos corredores e redes sociais. 

  A nova mentalidade dos anos 80 e 90 criou toda uma ideia de liberdade e novos conceitos, fez emergir uma criança erotizada  precocemente e roubou-lhe sua característica principal, a inocência.


                                                                   
                                                                       
                                                   



sábado, 10 de outubro de 2015

Infância pós-moderna



 O ser humano está em constante transformação, assim como o pensamento coletivo e o andar da humanidade.

   A ideia de movimento e de mudança fundamentam a vida pós-moderna. Velhos conceitos e valores são repaginados, baseados na saturação da crença na ciência, na garantia de uma vida feliz e bem administrada, na segurança e na razão. A velocidade do tempo atual não permite estagnações, crenças absolutas nem confiança plena em qualquer coisa, pessoa ou situação.
      A base do pós-modernismo é a inconsistência, a liquidez, o excesso, a impermanência, a velocidade e o hábito desenfreado do consumo – de coisas, de pessoas, de ideias, de serviços ou mesmo de ilusões.





        Tudo se pode adquirir, usufruir, participar, mostrar.

       O que importa é ser feliz agora, produzir mais para consumir mais, usufruir espremendo o sumo até perder a valia, para tornar nossa vida mais alguma coisa que não se sabe bem o que. E nem por quanto tempo e nem ir para onde.
 As crianças vivem no mundo que os adultos deixaram, com a educação na pauta do dia e valores reinventados.
 A questão é saber como educar as crianças na pós-modernidade, frente a tantas mudanças que ocorrem, sem precedentes no andar da humanidade.





   
 Elas vêm de casa, desde o nascimento, inseridas em ideias consumistas e valores muitas vezes vazios.


 Nós, como escola e como professoras, temos é que dar um norte, visualizar uma linha de chegada aos aprendizados para que o aluno não só decore conteúdos, mas aprenda a compartilhar conhecimentos, pesquisar e pensar por sua mente, com senso crítico e discernimento.

 Do mesmo modo, a mídia cria necessidades irreais que a criança não tem maturidade para refletir a respeito e a família está muitas vezes omissa, mergulhada em preocupações que o próprio consumismo gerou.



segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Novas interdisciplinas/novos desafios


      Efetivamente o semestre começou agora. Abro o Moodle para ver se entrou alguma atividade ou texto e vejo, ligeiramente perplexa, um monte de tarefas e assuntos novos.
      Não que ache muito, pelo contrário, mas o período ocioso foi suficiente para desacostumar. 
      Os temas das interdisciplinas são bem interessantes, pois gosto de tudo que se relaciona com psicologia, Freud, inconsciente... Infâncias... Ah! Como são maravilhosas todas as fases de uma criança, cada uma com seu desenvolvimento e descobertas. Da mesma forma, temas como a memória coletiva me instiga, ou a alfabetização, que sutilmente e de forma indireta é trabalhada na creche com os menores.
      Fico confiante pelos aprendizados do Seminário integrador do primeiro semestre e o domínio, relativamente maior, das tecnologias do curso. Também inicio com menos ansiedade quanto a vencer os prazos estipulados, pois já me adaptei a uma rotina de estudo e envio de tarefas, uma após outra, sem acumular. 
      Em minha escola teve algumas mudanças positivas e podemos agora contar com apoio de diversos profissionais no desenvolvimento de nosso trabalho, como psicóloga atuante na rede de ensino.
      Então, é hora de iniciar os estudos, com satisfação e orgulho de aprender sempre mais, apesar da idade, do tempo ou da distância que percorro para chegar ao campus, devido ao fato de morar longe. Mas todo esforço vale a pena e traz muitas alegrias e realização pessoal.