Mostrando postagens com marcador sociedade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sociedade. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Reflexão e observações importantes

   
      Fazendo uma reflexão mais direcionada, associando os conteúdos das interdisciplinas deste primeiro semestre, com minha prática pedagógica, observei alguns aspectos a serem analisados.
     Em primeiro lugar, a Corporeidade, tem chamado muito minha atenção, uma vez que já percebi, nestes anos de educação infantil, da necessidade de estabelecer um vínculo afetuoso com minhas crianças, pois elas chegam cedo à escola, muitas vezes dormindo, ente 6hs e 7 horas da manhã, e quase todas vão embora depois das 17 horas. O dia se torna longo, cansativo, a ausência da mãe precisa ser preenchida com muito carinho, colo, toque, conversas olho no olho. As brincadeiras também devem ser de integração, com contato físico e despertando todos os sentidos da criança, para que ela possa estabelecer uma relação sadia com os demais, aprender coisas novas envolvendo toda sua corporeidade, estando totalmente presente no que faz e assimila, sentindo-se amada e querida no ambiente, consciente de seu valor.
     Alguns aspectos organizacionais da minha escola, inicialmente considerei excelentes, mas hoje, analisando o PPP e as necessidades que deve preencher, vejo que em alguns aspectos deixa a desejar, mas ainda pode ser construído. Na interdisciplina Escola, Projeto Político Pedagógico e Currículo, participando dos Fóruns e com as leituras, muitas questões foram levantadas, e lacunas começaram a aparecer. Como mencionei em um comentário do Fórum, é frustrante a relação entre professor, aluno e família, quando envolve um agravante em uma das partes, e não há um acompanhamento maior, por parte da escola e da mantenedora para solucionar e/ou apontar direções e aconselhamentos, através de um psicólogo atuante na rede de ensino.
     Quando a análise envolve uma visão social, como na interdisciplina Escola, Cultura e sociedade, destaco um ponto que chamou muito minha atenção: os coletivos sociais. Em minha escola as famílias não apresentam grandes diferenças sócio-econômicas-culturais, mas é claro que, mesmo envolta em uma fina névoa, sutilmente existe sim, discriminação racial e distinção por diferenças de profissão dos pais. Algumas crianças, oriundas de outras cidades são, até por alguns professores, "os de fora", que vem ao município "só para ganhar creche e não pagar mensalidade". Mesmo que isto ocorra é incoerente com a concepção de uma sociedade igualitária e de direitos iguais. Temos também um único menino afro-descendente, motivo para justificar seu comportamento ora "não adequado", normal à qualquer criança de sua idade, como fazer birra e "não obedecer...", onde é dito o velho refrão "só podia ser de cor". Situação indigesta, mas real, por comentários de outros pais e até professores, mostrando como ainda existe discriminação em nosso meio. Da mesma forma, crianças filhos de pais de destaque social, como advogados, músicos ou colegas professoras, querendo ou não, percebe-se um discreto tratamento diferenciado, com mais atenção por parte dos professores e funcionários, como se o trabalho ou o sucesso dos pais determinasse a qualidade do atendimento aos filhos, deixando para "lá", na vala comum, os filhos de pais operários. Mas, felizmente, os casos são poucos, fruto da herança cultural que estamos inseridos.
     Muitos são os desafios a serem travados, pois nossa escola não é perfeita, nem os professores e muito menos a sociedade. Mas estamos dispostos a transformar, a fazer o nosso melhor na construção de um futuro mais justo, igualitário, humano, rico em valores e com novas mentalidades, através do poder de uma escola inclusiva, consciente e compromissada.
      Da mesma maneira, muitas são as reflexões que podemos fazer, através de muito estudo e boas leituras, visando sempre aprimorar nossa prática docente, enriquecendo nosso fazer pedagógio, com uma bagagem maior e nosso aperfeiçoamento, não só profissional, mas antes de tudo, pessoal, como seres humanos, orientadores de outros seres humanos, no caminho da vida, do saber, do conhecimento e da história.


quinta-feira, 4 de junho de 2015

ESCOLA E COMUNIDADE: COMO INTEGRAR

   
      Reflexões na interdisciplina: ESCOLA, CULTURA E SOCIEDADE - primeira semana

     A escola é um dos primeiros contatos da criança com pessoas diferentes, fora da família, pois a socialização acontece, de fato, no ambiente escolar.
     Na escola ela faz amigos, participa de atividades em grupo, tem voz e vez para expressar o que pensa. Além de adquirir os conhecimentos, ditos universais, conhecer e ampliar os horizontes e sua visão de mundo.
     Em inúmeras situações, o estar na escola compreende outras questões: alimentar-se, sentir-se amparada, preparar-se para um futuro que vai lhe exigir certos requisitos, como um certificado, por exemplo.
     O ideal, num mundo utópico, seria que toda criança que chega à escola estivesse alimentada, segura, limpa, sem dificuldades de aprendizado, atendida por sua família em suas necessidades físicas e emocionais. Que tivesse um comportamento adequado, não agressivo, livre de preconceitos e desigualdades.
     Mas essa não é a realidade da maioria das nossas escolas. Ela pode estar inserida em um contexto de adversidades familiares, econômicas e sociais.
     Como fazer o aluno integrar-se, aprender, almejar uma vida melhor, saindo de sua situação conflitiva? O professor e a escola precisam cativar e integrar o aluno que vive um contexto social e econômico aquém do ideal, ou envolto em situações de marginalização, preconceitos de cor, opção sexual, credo, entre outros, e educar, ensinar efetivamente.
     A escola que se espera, pode repassar conteúdos que façam sentido em suas vidas, organizando um currículo que promova não apenas a aquisição de conhecimentos, mas possibilitando visualizar uma nova perspectiva e uma autoestima que lhe permita avanços na escola e na vida.
     Penso que a escola, como um todo, precisa conhecer os fatores sociais da realidade de seus alunos, tendo compromisso com a igualdade, a transformação, valorizando outros saberes, vindos da comunidade, tornando-os conscientes de seu valor no mundo, fomentando a busca pelos seus direitos e de uma vida com dignidade. Ou seja, descobrir a riqueza das diferenças, das culturas, dos hábitos e costumes, incentivando o esporte, o lazer, a convivência e porque não, promovendo ações sociais que envolvam os alunos e a comunidade, como feiras, gincanas ou até mutirões.