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A criança nasce ligada à mãe e, aos poucos, começa a manter
contato com outras pessoas, cuidadores, membros da família, outros bebês.
Começa a interagir no espaço físico e estabelece relações. Inicialmente,
a interação se dá por imitação, depois começa a indicar o que deseja e cria
estratégias para obter. Esta relação com o outro e o mundo em volta, sejam
objetos, alimentos ou pessoas, começa a ser divertida e a criança brinca com as
situações. Um bebê que tapa os olhos e acredita que assim estará ausente, cria
um jogo de aparição e esconderijo. O adulto, ou mesmo criança, entrando no
jogo, tornará a brincadeira ainda mais
interessante e enriquecedora em termos de aprendizagem. Esta criança brinca,
mas na verdade, estabelece relações com o exterior através destes jogos de
exercício, repetição e imitação.
Com o passar do tempo a
criança começa a jogar simbolicamente, criando e incorporando personagens,
fazendo de conta que suas brincadeiras são reais, pois em sua
mente acredita que sim, em vista de seu desenvolvimento e compreensão. A criança em torno de dois anos de
idade utiliza-se de símbolos que representem o mundo real, que por sua
imaturidade, não compreende completamente. Vamos supor que a criança foi ao
dentista e impressionou-se com a experiência. Será bastante possível que ao
chegar em casa, suas impressões se transformem em uma brincadeira, muitas vezes
com inversão de papéis, como ela ser o profissional e uma boneca ou ursinho o paciente, que
necessita ficar quieto e se sujeitar às intervenções do dentista. Do mesmo
modo, percebemos nas escolas as crianças reproduzindo situações vivenciadas em casa,
opressões ou mesmo traumas.
Conforme avança em idade e desenvolvimento, a criança passa
a se interessar por desafios maiores, que integrem outros grupos, com jogos
onde regras determinam o bom andamento da brincadeira. Gostam de jogos ao ar
livre, envolvendo equipes, com bola, corda e outros recursos, desenvolvendo,
assim, as capacidades físicas e outros aprendizados importantes da vida em
sociedade, como ganhar e perder, esperar a vez, ter honestidade e respeito para
com os demais. Os jogos de tabuleiro, dados, cartas, cartelas e blocos fazem,
igualmente, parte do repertório que abrange o aprendizado infantil neste
sentido.
Posteriormente, o então adolescente, irá se interessar por
jogos ainda mais desafiadores, como palavras cruzadas, por exemplo, pois
desenvolve simultaneamente a memória e o raciocínio, como exige acertar a
resposta associando com o encaixe das letras na grade, indicada no jogo. Os jogos
tecnológicos também desafiam e fazem parte do cotidiano dos adolescentes.
Todo jogo e brincadeira, desde a primeira infância até a
fase adulta serve para entreter, divertir, estimular os aspectos cognitivos ou
motores - conforme a fase de desenvolvimento, socializar, aprender regras e
principalmente promover aprendizados de forma lúdica e prazerosa.


Olá Cláudia,
ResponderExcluirPara qualificar tua postagem você poderia mencionar os autores que te auxiliaram na formação desta reflexão.
Att,
Tutora Rocheli
A maior influência foram as teorias de Piaget, com a concepção de "exercício, símbolo e regras" na sucessiva formação das estruturas mentais da criança.
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