terça-feira, 24 de maio de 2016

Estabecendo relações e compreendendo o mundo


      Para a criança conseguir estabelecer relações e compreender o mundo à sua volta, necessita fazer associações, interações e utilizar símbolos que representem o mundo real. Faz por meio da brincadeira, dos jogos de exercício, seguindo jogos normatizados, reproduzindo o mundo real, simbolicamente, pela sua imaginação, e por fim faz sua interpretação de mundo, conforme o seu grau de desenvolvimento e faixa etária.


    A criança nasce ligada à mãe e, aos poucos, começa a manter contato com outras pessoas, cuidadores, membros da família, outros bebês. Começa a interagir no espaço físico e estabelece relações. Inicialmente, a interação se dá por imitação, depois começa a indicar o que deseja e cria estratégias para obter. Esta relação com o outro e o mundo em volta, sejam objetos, alimentos ou pessoas, começa a ser divertida e a criança brinca com as situações. Um bebê que tapa os olhos e acredita que assim estará ausente, cria um jogo de aparição e esconderijo. O adulto, ou mesmo criança, entrando no jogo,  tornará a brincadeira ainda mais interessante e enriquecedora em termos de aprendizagem. Esta criança brinca, mas na verdade, estabelece relações com o exterior através destes jogos de exercício, repetição e imitação.

     Com o passar do tempo a criança começa a jogar simbolicamente, criando e incorporando personagens, fazendo de conta que suas brincadeiras são reais, pois em sua mente acredita que sim, em vista de seu desenvolvimento e compreensão. A criança em torno de dois anos de idade utiliza-se de símbolos que representem o mundo real, que por sua imaturidade, não compreende completamente. Vamos supor que a criança foi ao dentista e impressionou-se com a experiência. Será bastante possível que ao chegar em casa, suas impressões se transformem em uma brincadeira, muitas vezes com inversão de papéis, como ela ser o profissional e uma boneca ou ursinho o paciente, que necessita ficar quieto e se sujeitar às intervenções do dentista. Do mesmo modo, percebemos nas escolas as crianças reproduzindo situações vivenciadas em casa, opressões ou mesmo traumas.
     Conforme avança em idade e desenvolvimento, a criança passa a se interessar por desafios maiores, que integrem outros grupos, com jogos onde regras determinam o bom andamento da brincadeira. Gostam de jogos ao ar livre, envolvendo equipes, com bola, corda e outros recursos, desenvolvendo, assim, as capacidades físicas e outros aprendizados importantes da vida em sociedade, como ganhar e perder, esperar a vez, ter honestidade e respeito para com os demais. Os jogos de tabuleiro, dados, cartas, cartelas e blocos fazem, igualmente, parte do repertório que abrange o aprendizado infantil neste sentido.
     Posteriormente, o então adolescente, irá se interessar por jogos ainda mais desafiadores, como palavras cruzadas, por exemplo, pois desenvolve simultaneamente a memória e o raciocínio, como exige acertar a resposta associando com o encaixe das letras na grade, indicada no jogo. Os jogos tecnológicos também desafiam e fazem parte do cotidiano dos adolescentes.

     Todo jogo e brincadeira, desde a primeira infância até a fase adulta serve para entreter, divertir, estimular os aspectos cognitivos ou motores - conforme a fase de desenvolvimento, socializar, aprender regras e principalmente promover aprendizados de forma lúdica e prazerosa.


2 comentários:

  1. Olá Cláudia,
    Para qualificar tua postagem você poderia mencionar os autores que te auxiliaram na formação desta reflexão.
    Att,
    Tutora Rocheli

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  2. A maior influência foram as teorias de Piaget, com a concepção de "exercício, símbolo e regras" na sucessiva formação das estruturas mentais da criança.

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