sábado, 13 de outubro de 2018

Como ser mais criativo

       Eu sempre me considerei uma pessoa criativa, mas em algumas situações tenho dificuldades para liberar. Parece que há um bloqueio em algumas áreas.
     Os insights (clareza súbita na mente; iluminação, estalo) são frequentes algum tempo depois de ficar “martelando” a solução de um problema. O lado intuitivo processa nossas intenções de um modo diferente e o insight aparece em momentos posteriores de mais relaxamento físico e mental.
     Na correria e pressão diária achamos que temos que acertar sempre, e logo. Esta ideia de não poder errar nos leva a pensar que somos incapazes de fazer algo bom o suficiente. Mas de um erro pode surgir uma grande ideia.
    A necessidade de acertar nos leva a buscar um sentido lógico a tudo, porém não é assim que a criatividade se manifesta, mas o lógico e o intuitivo caminham paralelamente e ambas, conforme o caso, trazem possibilidades.
     A necessidade de praticidade no modo de pensar e aplicar uma ideia se assenta no amadurecimento da mesma e um ambiente adequado favorece a criatividade.
Em algumas áreas do conhecimento  não mostramos interesse, mas precisamos, quando necessário, fazer uma inserção  em terrenos diferentes do nosso domínio, para que a clareza apareça.

Referencias:
CASTRO, Ilíada de. O que é Criatividade. Acesso em:
https://www.youtube.com/watch?v=4B4qo7ebBTY 

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Primeiros relatos: uma análise

     Dei início ao estágio do curso. Minha turma conta com catorze crianças e uma monitora auxilia durante toda a tarde, no cuidado com os pequenos. Na Educação Infantil, especialmente com berçários, como minha turma, a rotina diária consome boa parte do tempo. Em minha escola as tarefas do cuidar são divididas igualmente entre professora e monitora, ficando a parte pedagógica para a docente.

     Com bebês as atividades tem que ser lúdicas, pois somente assim nos aproximamos da criança e, com linguagem e metodologia adequada, fazemos as intervenções pedagógicas.

     O primeiro dia foi bem animado para os pequenos, pois logo avistaram os balões que seriam usados naquela tarde. Inicialmente uma canção de acolhida, nomeando as crianças “Palma palma palma... pé pé pé... roda roda roda e diz quem é?” Todos puderam acompanhar o coleguinha sendo indagado, com alguns conseguindo responder e outros mostrando um olhar curioso, esperando que eu dissesse seus nomes.

     Em um segundo momento, li a história “O balão” que falava de um menino que ganhou um balão de sua mãe, brincou tanto com ele, no mundo da sua imaginação, que acabou soltando ele e foi para o céu, para sua tristeza. Mas a mãe estava sempre pronta para lhe possibilitar novas aventuras.

     Depois disto, fiz uso de um balão e passei a todos, pedindo que assoprassem forte, para o balão subir. Em seguida dei um balão a cada criança para que brincassem de jogar para cima e pegar.

    A atividade foi simples, mas significativa. Por um momento, sentaram-se calmamente, cantaram, gesticularam e socializaram seus nomes e individualidade. Depois acompanharam a saga do menino que, como eles, se alegram e se frustram, fantasiam e despertam, mas com pessoas que os amam e querem bem.

    Na atividade do balão, perceberam e experimentaram que seu sopro pode movimentar coisas, se divertindo e descobrindo possibilidades de seu corpo. E, ao final, brincaram bastante tempo com seus balões, trocando com os colegas, jogando para o alto, pegando e, um e outro, vendo seu balão estourar.

    Trabalhar com crianças é sempre prazeroso e percebemos facilmente o desenvolvimento de cada uma. Temos que instrumentalizar para que nosso aluno aprenda e desenvolva suas capacidades plenamente, de forma lúdica e interagindo com os demais.
      Uma nova proposta: a simplicidade no brincar e no aprender, como diria o poeta:

"Cresci brincando no chão, entre formigas. De uma infância livre e sem comparamentos. Eu tinha mais comunhão com as coisas do que comparação.“ — Manoel de Barros

Referencias:

Barros, Manuel de. Manoel por Manoel, do livro Memórias inventadas – As Infâncias de Manoel de Barros, p. 187)

domingo, 7 de outubro de 2018

Desafios da criatividade


     São necessárias competências criativas para resolver problemas. Para fomentar uma mente criativa é imprescindível ter motivação, uma vez que só se cria quando se está comprometido com o que se faz.
   
     Para ocorrerem manifestações criativas têm que haver conexões entre quem cria com o cenário em que o produto é criado. O meio e até a dificuldade podem impulsionar atitudes criativas.
    As aptidões criativas são variadas e se manifestam unidas aos esforços pessoais.  Ser criativo é dominar conhecimentos e ser criativo implica ter características como autonomia, autoconfiança, tolerância à ambiguidade ou persistência.
    A criatividade é uma atribuição e sofre interferência do olhar alheio, havendo então o “condicionamento do que se cria pela valoração de alguém que pode ser o professor avaliando o trabalho dos alunos, o crítico de arte ou o próprio momento sócio-histórico.” (MORAIS)
    É de conhecimento que muitos professores se incomodam com a autonomia, ousadia, a curiosidade, o humor, a criticidade e divergência do aluno mais criativo. Em nossa rotina em sala de aula encontramos o desafio destas crianças, o que pode gerar desconforto, por sua postura de certo enfrentamento, porém a criatividade deve ser um adjetivo valoroso para mentes criativas.

Referências:
MORAIS, Maria de Fátima. Criatividade: conceitos e desafios. Educação. 2015. Editora APM.

domingo, 30 de setembro de 2018

Sobre um brincar "sem brinquedo"


     Sobre o tema escolhido para trabalhar no estágio:

    "Tendo em vista que a criança pequena aprende brincando, interagindo e explorando o mundo em volta, surgiu o intento de uma proposta de “brincar sem brinquedo”. Esta proposta visa proporcionar contato com objetos e materiais não convencionais, mas alternativos, em contato com a natureza, com o universo que a criança está inserida, que oferecem possibilidades de aprendizado, de forma lúdica, prazerosa, construtiva e exploratória, estimulando a curiosidade, a representação e a imaginação. Do mesmo modo, envolve  desenvolver habilidades e capacidades da criança, sejam cognitivas, psicomotoras, sociais, afetivas e sensoriais. 
    A proposta vem de encontro com a concepção de uma infância mais livre e simples, em contraposição ao excesso de brinquedos industrializados que sufocam e artificializam o brincar espontâneo. "(Justificativa do projeto)


    "O brinquedo, por sua vez, faz com que a criança crie um mundo de desejos realizáveis através da imaginação dela. Com isto, o brinquedo possibilita uma situação imaginária. Ele desempenha várias funções no desenvolvimento da criança, como: o preenchimento de suas necessidades, o envolvimento num mundo ilusório, o desenvolvimento de sua esfera cognitiva e o fornecimento de um estágio de transição entre o pensamento e o objeto real. (VYGOTSKY, 1998)


Referencias:

VYGOTSKY, L. (1998). A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes





domingo, 23 de setembro de 2018

Projeto para o estágio

   Surgiram, durante as semanas que passaram, as primeiras orientações e ideias para o estágio. Fui acometida por uma insegurança que não estava prevista, antes do encontro com o professor orientador, o que, de certa forma me paralisou.
   Na última semana levantei dados sobre a escola e analisei minha turma, em seus diversos aspectos.

EMEI Estrelinhas do Recanto:
70 alunos, de 4 meses a 3 anos de idade

     Do mesmo modo, pesquisei alguns temas que poderiam definir meu projeto. No fim das contas, a ideia inicial venceu e estão saindo as palavras. O tema escolhido será "Brincar sem brinquedo", ou seja, possibilitar as crianças brincadeiras que não utilizam brinquedos convencionais e industrializados, mas material alternativo como fonte de descobertas e aprendizado.
   
O brincar acontece com o que desperta o interesse da criança,
e o professor pode instrumentalizar estas descobertas

    Para dar seguimento a elaboração do projeto, estou pesquisando referencial teórico para embasar o trabalho e pensando nas metodologias a serem aplicadas.
    Pois bem, começa a tomar forma os trabalhos do estágio!

Projeto Brincar "sem Brinquedo"


segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Estágio: premissas

Registrando sobre o inicio do estágio:
Professor orientador: Luis Carlos Bombassaro
Grupo: 15
Escola: EMEI Estrelinhas do Recanto
Turma: Berçário 2B
Previsão para início: segunda quinzena de setembro
Possíveis temas para desenvolver projetos: dia da criança, primavera, brincar sem brinquedo, entre outras possibilidades.
Muitas dúvidas ainda, muito a decidir.

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Eixo VIII - estágio

     Inicia-se mais um semestre, porém com outra perspectiva: o estágio docente. Embora já tenhamos experiência em turma, reforçaremos com os conhecimentos adquiridos ao longo do curso.
     O estágio vem para consolidar teoria e prática, fundamentar conceitos com o dia a dia na escola.


     Em meio a dúvidas e insegurança, próprias da etapa, nós alunas do Pead, estamos envolvidas constantemente em um ato de coragem: educar! Que façamos o nosso melhor.