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terça-feira, 10 de novembro de 2015

Em defesa das suas próprias angústias



    O estudo da Psicologia nos ajuda a compreender incógnitas que nos intrigam sobre a mente humana. No curso de Pedagogia o estudo é direcionado à prática pedagógica, porém usufruímos os conhecimentos em causa própria.
    Um exemplo são os mecanismos de defesa, pois sempre me chamou a atenção atitudes, minhas e de outras pessoas, que fogem ao parâmetro normal, de quem somos e do que acreditamos.

   



  Como explicar que uma pessoa sensata, com a mente lúcida e aberta, de repente nega a existência de um problema, não condizendo com sua personalidade.
   Ou aquela pessoa que de uma hora para outra começa a justificar, elaborando explicações e acaba acreditando em sua própria história, na verdade racionalizando algo que lhe angustia.

   Muitas também são as situações de repressão, deslocamento ou regressão que podemos perceber por aí. A pergunta é: como funciona nossa mente, uma vez que conscientemente temos uma conduta, e sem mais nem menos nos defendemos de nossas emoções, nossas angústias, de maneira sorrateira, sem coerência?
   Mas esta é mais uma questão que, como diz a velha frase: "só Freud explica!"


quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Desvendando a mente humana


  
   O conhecimento de certos conceitos da Psicologia torna-se muito útil para compreendermos o que se passa no nosso interior e ajudar a entender um pouco mais os outros. A partir das teorias freudianas podemos trabalhar o autoconhecimento, que é libertador e promove a paz consigo mesmo de muitas questões perturbadoras.
  Trabalhando com crianças no cotidiano escolar, muitas vezes percebemos atitudes agressivas, perturbações emocionais, distúrbios, dificuldades cognitivas e de relacionamento e problemas diversos envolvendo a autoestima das crianças. 
   Sabemos que o inconsciente da pessoa rege muitas ações em nossa vida e que geralmente não compreendemos. O inconsciente é como “uma outra pessoa” dentro de nós e não a conhecemos ou lembramos, pois sua estada ocorreu muito cedo, na infância ou mesmo no útero materno.
  Quantas emoções assimiladas, traumas sofridos, afeto negado, sensações diversas de rejeição, abandono ou desamor fazem parte do inconsciente. Mas podem se manifestar ao longo da vida em forma de timidez excessiva, agressividade, melancolia, tristeza profunda, síndromes variadas e surtos, doenças psicossomáticas, entre outros exemplos.
    Do mesmo modo, a compreensão de aspectos da mente, como o impetuoso ID ou o rígido SUPEREGO comandando o nosso EGO, nos permite também o entendimento da luta interna que tantas vezes travamos.      
  Outro aspecto importante na promoção do autoconhecimento são os mecanismos de defesa, pois frequentemente ocorrem situações em que agimos de forma estranha, ou seja, fazemos  uso destes sem percebermos. Quantas vezes negamos situações ou fatos, não aceitando uma realidade, por exemplo. Ou racionalizamos uma situação e depois acreditamos na inverdade que nós mesmos construímos ou projetamos para outra pessoa.
   Com certeza as teorias e conceitos de Freud abriram as portas da mente humana, para conhecer, entender e agir de uma forma mais coerente e afetuosa consigo e com os outros. O estudo da mente abriu não só as portas, mas as asas do conhecimento sobre o ser humano.                                                                                    


domingo, 27 de setembro de 2015

O ID, o EGO, SUPEREGO e Freud na minha vida


   Os  assuntos da Psicologia sempre me atraíram, desde cedo, lendo artigos de revistas e livros da área. Sempre fui uma pessoa mais introvertida, não muito dada à festas e badalações. Minha mãe teve problemas de depressão e eu mesma, já adulta, passei momentos difíceis que me levaram ao médico e psicanalista.
   Sempre me diziam que eu era melancólica,  com dificuldade para fazer amigos, sempre brigando contra pensamentos negativos... Talvez sabendo destas tendências procurei sempre ler a respeito e fiz muitos esforços para ser mais alegre e sociável. 
    Comecei a trabalhar com 19 anos, no comércio, como desenhista de moda, e me obriguei a ser sempre educada, gentil, sorridente e acho que isso teve muita serventia na minha vida. Passei a ser mais confiante, alegre, o que me favoreceu até hoje.
   
  Também busquei muitas formas de ajuda e autoconhecimento, como a bioenergética, regressão, grupos de oração, terapia, etc. bem como sempre usei a arte para extravasar minhas emoções.

   Mas acho que tem coisas na gente que existem para serem trabalhadas, como a superação de traumas da infância, projeções, baixa estima, medos e angústias inconscientes.
   Nas atividades da interdisciplina de Psicologia1, em poucos dias fiz um mergulho em áreas do meu ser que merecem atenção e cuidado. Mas de forma muito carinhosa comigo mesma, um pouco de humor e boa vontade, consigo tocar em algumas feridas, muitas já cicatrizadas, mas que me moldaram a ser quem eu sou hoje. Acho que posso gostar de mim, assim, como sou. Sempre buscando a cura para os males da alma, ou melhor, da mente... 
   Da mesma forma, em meu trabalho na EMEI, sempre procurei incentivar meus alunos, promovendo uma estima elevada, confiante, com muito afeto, pois sei como é se sentir inferior e incapaz.
     Esta semana, estudando Freud, com as teorias sobre o ID, EGO e SUPEREGO me levaram a uma viagem divertida sobre meus problemas de saúde que estou enfrentando. Transcrevo, abaixo, a história pitoresca de uma moça chamada Cláudia Ego:



    "Era uma vez uma moça chamada Cláudia EGO que precisava cuidar da saúde, pois os anos foram passando e ela sentia que algo tinha que mudar. Há anos foi recomendado que Cláudia fizesse exercícios, mudasse seus hábitos alimentares e sua postura, com alongamentos diários. Mas uma parte dela, um tal de ID, não obedecia, fazendo ataques a geladeira, se atirando no sofá ao final do dia e comendo muitos doces. Veio então o doutor SUPEREGO para mostrar a moça, amargamente, o resultado que ela mesma criou: dores, desgastes ósseos, obesidade e hipertensão. Quem escreve esta história é ele mesmo, o tal SUPEREGO, xingando a senhora EGO pelos estragos do ID, que agora se esconde embaixo da cama."

                                                                                                                        Acho que enfrentando nossos inimigos interiores é a melhor maneira de superar nossas limitações e medos, com uma boa dose de bom humor e carinho.
Com carinho e afeto





sábado, 19 de setembro de 2015

As teorias de Freud na educação infantil



         Com a abordagem  do INCONSCIENTE, na interdisciplina Desenvolvimento e Aprendizagem sob o enfoque da Psicologia, muitas questões vieram à tona em minha mente. 
       Usando exemplos concretos do dia a dia, na escola de educação infantil em que trabalho, percebe-se nitidamente conceitos de Freud, principalmente no que se refere a sexualidade,  presente desde o berço, em todas suas fases.
    Na fase oral, em que precisam sugar, percebe-se principalmente nos Berçários atitudes como levar tudo a boca, desde os dedos, brinquedos, ou até pedrinhas (no parquinho de areia) e outros objetos que encontram. Ainda fazem uso da mamadeira e a grande maioria chupa bico.
Na fase anal, mostram-se curiosos acerca das próprias fezes e de seus colegas, mostrando aos outros a sua “produção”, ou colocando o dedo nas mesmas e até, como ocorreu uma vez, “pintando” a parede do banheiro com elas. Parece exagero, mas as fezes são encaradas com naturalidade pelas crianças, que se mostram felizes em faze-las.
Quando entram na fase fálica, crianças tendem a querer ver o genital dos colegas do sexo oposto, fazem perguntas e comentários, naturalmente. Algumas manipulam seus genitais na hora do soninho, para aliviarem suas ansiedades, ou apenas porque lhes dá prazer. A postura que temos que ter é compreender que é algo normal, porém dentro de certos limites de uma vida em sociedade, exatamente como nos tempos de Freud. Mas existe o fato de muitas crianças dormirem no quarto dos pais e verem mais do que deveriam, as vezes  ”reproduzindo uma cena”, constrangendo a todos.
     Quanto ao Complexo de Édipo, vemos meninas que só querem o pai, rejeitando a mãe, ou seja, tudo que "Freud explica" é cotidiano, real.
Também percebemos que crianças que vivenciam situações de briga em casa ou maus tratos, tem na escola atitudes que refletem o que estão assimilando, com agressividade, isolamento ou rebeldia, que inconscientemente se manifestam. Na verdade as crianças estão o tempo todo assimilando informações, vivências e ainda não processam tudo isso, que irá se manifestar mais tarde, nas séries iniciais e logicamente, na vida adulta.