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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Quando a mente se abre

    
    Após um ano de estudos no curso de Pedagogia EAD, muitas foram as aprendizagens, e por isso posso citar o que o célebre físico Albert Einstein já nos dizia:

"A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original."

     Penso que a mente, e porque não dizer, o ser interior, se expande a medida que se determina a assimilar o novo e não está do mesmo tamanho de um ano atrás. Os conhecimentos adquiridos ocuparam espaço, nortearam ações, conduziram o dia a dia e fez surgir uma vontade enorme de saber mais. Este desejo é o que, na interdisciplina Psicologia, aprendemos como sendo "o desejo de saber", que o psicanalista Sigmund Freud definiu nas suas teorias, através da empatia com os professores, o estímulo da mente criativa e o hábito de estudar.

    Sempre admirei as mentes brilhantes, pessoas que amam ler, aprender coisas novas, mantendo conversação sobre diversos assuntos. O retorno aos estudos, após longo período, foi imensamente significativo, pois a mente se expandiu e não mais voltará a seu tamanho original.

      O ser humano facilmente se acomoda, pois é muito confortável permanecer em seu território de saberes já adquiridos, mas algo inconsciente rompe a atrofia e gera uma perturbação necessária e altamente positiva. O movimento de "levantar da cadeira" faz toda diferença, pois sempre relutamos justamente com o que mais necessitamos e que, geralmente, nos proporciona as maiores lições, uma delas, a felicidade de abrir a mente e vislumbrar novos horizontes!


Referencias:



-  Kupfer, Maria Cristina -Freud e a educação. O mestre do Impossível
 https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/1360769/mod_resource/content/1/Freud%20e%20a%20educa%C3%A7%C3%A3o%20de%20Maria%20Cristina%20Kupfer.pdf


                                     Qualificação e justificativa das postagens

    Escolhi esta postagem pois analisando melhor, percebi que ela ela precisava ser mais qualificada, fundamentada, com a citação do autor da frase que deu origem ao texto, bem como usar uma linguagem mais formal, mostrando segurança e certeza do que estou escrevendo. Desta maneira, a publicação deixa de ser uma opinião, ou mesmo uma reflexão compartilhada, mas registra a minha efetiva consciencia, compreensão e conclusão do que estou expondo.

    Sobre a postagem que considero qualificada, escolhi a publicada em 06-10-15, entitulada "A busca por um norte na educação." podendo se acessada no link http://claudiasimoneblogpead.blogspot.com.br/2015/10/a-busca-de-um-norte-para-educacao.html.
    Constatei que esta postagem mostrou-se clara, de início dando a referencia necessária, ressaltando o valor e o que significou para mim assistir o vídeo da aula citada. Pude, desta forma, fazer analogias e colocar minha opinião, mas com base no vídeo assistido e comentado na interdisciplina História.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Em defesa das suas próprias angústias



    O estudo da Psicologia nos ajuda a compreender incógnitas que nos intrigam sobre a mente humana. No curso de Pedagogia o estudo é direcionado à prática pedagógica, porém usufruímos os conhecimentos em causa própria.
    Um exemplo são os mecanismos de defesa, pois sempre me chamou a atenção atitudes, minhas e de outras pessoas, que fogem ao parâmetro normal, de quem somos e do que acreditamos.

   



  Como explicar que uma pessoa sensata, com a mente lúcida e aberta, de repente nega a existência de um problema, não condizendo com sua personalidade.
   Ou aquela pessoa que de uma hora para outra começa a justificar, elaborando explicações e acaba acreditando em sua própria história, na verdade racionalizando algo que lhe angustia.

   Muitas também são as situações de repressão, deslocamento ou regressão que podemos perceber por aí. A pergunta é: como funciona nossa mente, uma vez que conscientemente temos uma conduta, e sem mais nem menos nos defendemos de nossas emoções, nossas angústias, de maneira sorrateira, sem coerência?
   Mas esta é mais uma questão que, como diz a velha frase: "só Freud explica!"


sábado, 19 de setembro de 2015

As teorias de Freud na educação infantil



         Com a abordagem  do INCONSCIENTE, na interdisciplina Desenvolvimento e Aprendizagem sob o enfoque da Psicologia, muitas questões vieram à tona em minha mente. 
       Usando exemplos concretos do dia a dia, na escola de educação infantil em que trabalho, percebe-se nitidamente conceitos de Freud, principalmente no que se refere a sexualidade,  presente desde o berço, em todas suas fases.
    Na fase oral, em que precisam sugar, percebe-se principalmente nos Berçários atitudes como levar tudo a boca, desde os dedos, brinquedos, ou até pedrinhas (no parquinho de areia) e outros objetos que encontram. Ainda fazem uso da mamadeira e a grande maioria chupa bico.
Na fase anal, mostram-se curiosos acerca das próprias fezes e de seus colegas, mostrando aos outros a sua “produção”, ou colocando o dedo nas mesmas e até, como ocorreu uma vez, “pintando” a parede do banheiro com elas. Parece exagero, mas as fezes são encaradas com naturalidade pelas crianças, que se mostram felizes em faze-las.
Quando entram na fase fálica, crianças tendem a querer ver o genital dos colegas do sexo oposto, fazem perguntas e comentários, naturalmente. Algumas manipulam seus genitais na hora do soninho, para aliviarem suas ansiedades, ou apenas porque lhes dá prazer. A postura que temos que ter é compreender que é algo normal, porém dentro de certos limites de uma vida em sociedade, exatamente como nos tempos de Freud. Mas existe o fato de muitas crianças dormirem no quarto dos pais e verem mais do que deveriam, as vezes  ”reproduzindo uma cena”, constrangendo a todos.
     Quanto ao Complexo de Édipo, vemos meninas que só querem o pai, rejeitando a mãe, ou seja, tudo que "Freud explica" é cotidiano, real.
Também percebemos que crianças que vivenciam situações de briga em casa ou maus tratos, tem na escola atitudes que refletem o que estão assimilando, com agressividade, isolamento ou rebeldia, que inconscientemente se manifestam. Na verdade as crianças estão o tempo todo assimilando informações, vivências e ainda não processam tudo isso, que irá se manifestar mais tarde, nas séries iniciais e logicamente, na vida adulta.
                

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Novas interdisciplinas/novos desafios


      Efetivamente o semestre começou agora. Abro o Moodle para ver se entrou alguma atividade ou texto e vejo, ligeiramente perplexa, um monte de tarefas e assuntos novos.
      Não que ache muito, pelo contrário, mas o período ocioso foi suficiente para desacostumar. 
      Os temas das interdisciplinas são bem interessantes, pois gosto de tudo que se relaciona com psicologia, Freud, inconsciente... Infâncias... Ah! Como são maravilhosas todas as fases de uma criança, cada uma com seu desenvolvimento e descobertas. Da mesma forma, temas como a memória coletiva me instiga, ou a alfabetização, que sutilmente e de forma indireta é trabalhada na creche com os menores.
      Fico confiante pelos aprendizados do Seminário integrador do primeiro semestre e o domínio, relativamente maior, das tecnologias do curso. Também inicio com menos ansiedade quanto a vencer os prazos estipulados, pois já me adaptei a uma rotina de estudo e envio de tarefas, uma após outra, sem acumular. 
      Em minha escola teve algumas mudanças positivas e podemos agora contar com apoio de diversos profissionais no desenvolvimento de nosso trabalho, como psicóloga atuante na rede de ensino.
      Então, é hora de iniciar os estudos, com satisfação e orgulho de aprender sempre mais, apesar da idade, do tempo ou da distância que percorro para chegar ao campus, devido ao fato de morar longe. Mas todo esforço vale a pena e traz muitas alegrias e realização pessoal.













terça-feira, 16 de junho de 2015

Dificuldades no processo da assimilação e construção do aprendizado.


       A ciência tem cada vez mais se aproximado da educação, identificando e buscando soluções para problemas de aprendizado.
      Muitas crianças tem dificuldade de memorização, de prestar atenção e registrar mentalmente o que foi falado em aula. Mostram-se alheias, dispersas, ora hiperativas ou com o pensamento a vagar longe, "flutuando".
      Na educação infantil percebo algumas crianças com muita dificuldade de silenciar, de parar um pouco. Também vejo, em minha escola, crianças que não participam das atividades propostas pela professora, alheias ao que acontece em sua volta, isoladas em um "universo" particular.
Pela experiência e pelo conhecimento adquirido em cursos de formação, procuramos deixar a criança isolada tranquila em seu "mundo", sem forçar a participação, mas incentivando a fazer parte do grupo, das rodinhas e outras brincadeiras. Palavras de estímulo tornam-se importantes, canções em nomeia-se os colegas, despertam nestas crianças a percepção de "existirem para os outros, para a turma", de estarem aí, presentes. Geralmente é apenas timidez ou temperamento introvertido, mas sem esquecer a existência de casos mais extremos de isolamento, que requer acompanhamento.

        As crianças hiperativas necessitam de uma dose extra de atenção e paciência, pois agitam todo o grupo e frequentemente mudamos o que planejamos para a aula, pois passamos muito tempo em função de um ou dois alunos. Torna-se difícil "sossegar" tais crianças, pois sempre estão correndo, pulando e tem dificuldade para seguir as regrinhas e os combinados. 
        Algumas crianças tem um comportamento agressivo, com tendência para bater, morder ou empurrar os colegas. Estas crianças geralmente tem alguma coisa incomodando em casa, refletindo, desta forma, no seu modo de agir na escola,  suas angústias. Outras tem, sim,  maior agressividade  a ser diagnosticada por um médico neurologista ou psicólogo.
        Quanto ao aprendizado, com certeza, muitos fatores influenciam a assimilação, como por exemplo, poucas horas de sono, má alimentação, ambiente barulhento em suas casas, com muito som alto, TV ligada o tempo todo, pois ela não consegue se aquietar com facilidade. Problemas familiares, com disputas, agressões verbais(ou mesmo físicas), falta de carinho e atenção, comprometem a auto-estima, a concentração e o aprendizado torna-se lento, senão crítico.
        Em minhas práticas pedagógicas gosto de inicialmente acalmar as crianças, fazê-las olhar para mim, e dizer a elas o que vamos fazer, falando que será muito boa a atividade e que irão gostar muito. Geralmente ficam mais atentos, curiosos e interessados na atividade. Procuro sempre conhecer a ;;;história pessoal de cada criança, seus medos, dramas e aflições e saber do contexto em que vivem em suas casas, se tem irmãos, o que fazem e brincam.
       A Neuroeducação e a psicologia vem abrindo portas para o conhecimento do que se passa no processo da aprendizagem, para orientar e oportunizar a assimilação, a acomodação e efetivamente, equilibrar os conhecimentos adquiridos, citando Piaget, com o que já foi registrado, construindo, assim, o aprendizado.