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terça-feira, 7 de junho de 2016

Favorecendo o aprendizado

     
  Estou trabalhando com meus pequenos, na EMEI Estrelinhas do Recanto, os cinco sentidos. Pensemos em crianças em torno de 18 meses descobrindo suas capacidades, como se dará a descoberta e o aprendizado?


     Fazendo um link com as interdisciplinas deste terceiro semestre, podemos fazer associações. Estamos estudando Musicalidade humana, Ludicidade e Literatura, além de Líbras e o Seminário Integrador. Ou seja, as interdisciplinas  possuem entre si uma ligação: são formas de se chegar ao aprendizado, seja ele qual for.
     Voltando aos cinco sentidos, em crianças que estão despertando para o seu potencial, ainda latente, necessitam de um contexto lúdico para a percepção do mesmo. Para tanto, podemos fazer uso da musicalidade para chegarmos à audição, por exemplo, não necessariamente cantando ou ouvindo canções, mas sutilmente, como o bater palmas ritmadas ou zumbidos do vento (zzzzzzzzz), alternando com pingos da chuva (plim...plim...plim...), criando um ritmo agradável. Da mesma forma, através de brincadeiras lúdicas podemos chegar a perceber o tato, como usando um cubo de texturas, ou através de histórias falarmos sobre o gosto ou outro sentido.
     Com as crianças bem pequenas é especialmente através da ludicidade, em suas diversas interpretações, com a musicalidade e a literatura, ou dramatizando ou criando novos modos de promover o aprendizado, que atingiremos o objetivo desejado, no caso, descobrir suas capacidades sensoriais.

Referências da imagem: www.cm-pampilhosadaserra.pt

domingo, 10 de abril de 2016

Nada mais sério que o brincar


     "Nada mais sério que uma criança brincando." (Claparede)

     Gosto muito desta frase, que expõe a importância do BRINCAR na infância. Iniciando as discussões no Fórum, da Interdisciplina Ludicidade e Educação, nos foi perguntado: "O brincar é importante? Por quê?", e transcrevo, aqui, meu raciocínio sobre a questão.

     "Penso que o brincar é importante, pois a infância é a fase da vida do ser humano em que as conexões cerebrais são estruturadas, o corpo começa a movimentar-se com desenvolvimento físico e motor, a socialização e a relação com o mundo externo (deixa de ser e de sentir-se ligado à mãe) acontece. Do mesmo modo, nos primeiros anos de vida o emocional se molda conforme as experiências, afetos ou situações negativas que a criança vivencia.
     Com todo esse despertar, através de "ensaios", exploração, curiosidade e muita imaginação, o brincar, propriamente falando, é a possibilidade de realizar todas estas conexões, habilidades, avanços e desenvolver-se plenamente, dentro das limitações biológicas, porém em intensa, mas gradativa extensão.
     Enfim, brincar é importante por que o mundo "de continha", o fazer de conta, é o mundo real em processo de amadurecimento. É desenvolver tudo que pode e haverá de ser, uma pessoa completa e potencialmente capaz." Postagem encontrada em:
moodle.ufrgs.br/mod/forum/view.php?id=975257
     Desta forma, reafirmo a frase de Claparede, dando a devida seriedade e valor ao brincar na infância, na fase mais importante da vida do ser humano.

terça-feira, 5 de abril de 2016

O lúdico na infância


      O termo lúdico remete ao brincar, ao jogo, com o divertimento sobrepondo-se às outras propostas. A ludicidade permite o desenvolvimento e o aprendizado de forma prazerosa, participativa, e assim, estimulando a criatividade.


  Trabalho com Educação Infantil há treze anos, inicialmente como atendente e depois como professora, porém o termo lúdico sempre foi uma incógnita para mim. Procurei compreender o termo através de pesquisa e constatei que meu fazer pedagógico e minha linha de pensamento sobre a infância sempre estiveram assentados neste termo até então desconhecido.

   Depois que compreendi o termo, passei a usá-lo para defender meu pensamento a respeito de minhas práticas educativas. Trabalho com crianças entre 18 meses a 2 anos de idade e acredito que a melhor forma de chegar até elas é através da ludicidade. Cada momento da rotina pode ser permeado por brincadeiras, ora sutis, ora elaboradas. A troca de fraldas não é um momento de higienização somente, mas de troca afetiva, risadas, cócegas, massagem, olhares, conversas, por exemplo. A ida ao refeitório para o café da manhã ou almoço pode vir acompanhada por doces estratégias, como a canção da Branca de Neve e os 7 anões: "Eu vou, eu vou, almoçar agora eu vou, pararatimbum, pararatimbum...", trazendo uma proposta lúdica e prazerosa para o momento.
     Defendo a ideia de que o educador precisa se aproximar da criança sendo também criança, ou seja, adentrar e compreender a infância e o mundo dos pequenos, para depois, e através da ludicidade, fomentar iniciativas, curiosidade, integração, ou quais que sejam os objetivos a que se propõe.
      Sempre que eu falar sobre o meu fazer pedagógico, ouvirão o termo lúdico, pois esta é a base de meu trabalho, de meu convívio com as crianças, é o modo como eu acredito que deva ser o dia a dia em escola infantil, que estimula e promove tantas descobertas e aprendizados.