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domingo, 10 de abril de 2016

Nada mais sério que o brincar


     "Nada mais sério que uma criança brincando." (Claparede)

     Gosto muito desta frase, que expõe a importância do BRINCAR na infância. Iniciando as discussões no Fórum, da Interdisciplina Ludicidade e Educação, nos foi perguntado: "O brincar é importante? Por quê?", e transcrevo, aqui, meu raciocínio sobre a questão.

     "Penso que o brincar é importante, pois a infância é a fase da vida do ser humano em que as conexões cerebrais são estruturadas, o corpo começa a movimentar-se com desenvolvimento físico e motor, a socialização e a relação com o mundo externo (deixa de ser e de sentir-se ligado à mãe) acontece. Do mesmo modo, nos primeiros anos de vida o emocional se molda conforme as experiências, afetos ou situações negativas que a criança vivencia.
     Com todo esse despertar, através de "ensaios", exploração, curiosidade e muita imaginação, o brincar, propriamente falando, é a possibilidade de realizar todas estas conexões, habilidades, avanços e desenvolver-se plenamente, dentro das limitações biológicas, porém em intensa, mas gradativa extensão.
     Enfim, brincar é importante por que o mundo "de continha", o fazer de conta, é o mundo real em processo de amadurecimento. É desenvolver tudo que pode e haverá de ser, uma pessoa completa e potencialmente capaz." Postagem encontrada em:
moodle.ufrgs.br/mod/forum/view.php?id=975257
     Desta forma, reafirmo a frase de Claparede, dando a devida seriedade e valor ao brincar na infância, na fase mais importante da vida do ser humano.

terça-feira, 5 de abril de 2016

O lúdico na infância


      O termo lúdico remete ao brincar, ao jogo, com o divertimento sobrepondo-se às outras propostas. A ludicidade permite o desenvolvimento e o aprendizado de forma prazerosa, participativa, e assim, estimulando a criatividade.


  Trabalho com Educação Infantil há treze anos, inicialmente como atendente e depois como professora, porém o termo lúdico sempre foi uma incógnita para mim. Procurei compreender o termo através de pesquisa e constatei que meu fazer pedagógico e minha linha de pensamento sobre a infância sempre estiveram assentados neste termo até então desconhecido.

   Depois que compreendi o termo, passei a usá-lo para defender meu pensamento a respeito de minhas práticas educativas. Trabalho com crianças entre 18 meses a 2 anos de idade e acredito que a melhor forma de chegar até elas é através da ludicidade. Cada momento da rotina pode ser permeado por brincadeiras, ora sutis, ora elaboradas. A troca de fraldas não é um momento de higienização somente, mas de troca afetiva, risadas, cócegas, massagem, olhares, conversas, por exemplo. A ida ao refeitório para o café da manhã ou almoço pode vir acompanhada por doces estratégias, como a canção da Branca de Neve e os 7 anões: "Eu vou, eu vou, almoçar agora eu vou, pararatimbum, pararatimbum...", trazendo uma proposta lúdica e prazerosa para o momento.
     Defendo a ideia de que o educador precisa se aproximar da criança sendo também criança, ou seja, adentrar e compreender a infância e o mundo dos pequenos, para depois, e através da ludicidade, fomentar iniciativas, curiosidade, integração, ou quais que sejam os objetivos a que se propõe.
      Sempre que eu falar sobre o meu fazer pedagógico, ouvirão o termo lúdico, pois esta é a base de meu trabalho, de meu convívio com as crianças, é o modo como eu acredito que deva ser o dia a dia em escola infantil, que estimula e promove tantas descobertas e aprendizados.


quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Brincando e resgatando a criança interior

          A infância é a fase mais encantadora na vida do ser humano, sob o ponto de vista de uma professora de Educação Infantil, há muitos anos, fascinada pelo trabalho, que o faz com brilho nos olhos e alegria no coração.

Sempre digo que quem trabalha com crianças ou “se apaixona” ou não aguenta muito tempo. Se apaixonar pelas crianças e pela Educação Infantil é resgatar a criança interior, que brinca junto, fala na mesma altura dos pequenos, respeita o ser humano em formação que está ávido por conhecer o mundo e necessita de parceiros, cuidadores e a mão que possa segurar.

Brincar é “fazer de conta”, “trabalhar como os grandes”, “uma responsabilidade séria”, se adentrarmos na mente das crianças. A construção que ela faz ao brincar ergue as bases da vida adulta, da personalidade, do raciocínio, das habilidades, da motricidade, das conexões cerebrais, entre outras relevantes capacidades.






   Brincar é a base de toda uma vida, pois na brincadeira a criança cria o seu mundo, que vai se moldando, se encaixando e acrescendo. 

Crianças do Berçário 2b, em 2014, em situações cotidianas que os desafiavam
a descobrir possibilidades e soluções.



Na minha infância, nos idos anos 1970, as brincadeiras eram simples, rústicas, no pátio de casa ou da escola, nas árvores do matinho aos fundos, na escada, no sótão ou no porão, onde podíamos ser crianças com liberdade e imaginação.



Os mais velhos brincavam com os menores, colegas de aula ou vizinhos, aprendíamos juntos, fazíamos de uma lata uma cadeira, de um espelho um lago ou uma filmadora... Aprendíamos com aquilo que víamos, vivenciávamos e com aquilo que tínhamos à disposição. Lembro-me de brincar de missa, de procissão, de aula, de secretária, de mãe, de cozinha, de repórter, de apresentadora de TV, de cientista, de “Mulher biônica”, de ginasta olímpica, de ser a própria “Nádia Comaneci” sobre colchões...

Como foi rica minha infância, pois me foi dada a oportunidade de criar, interagir no meio em que vivia, explorar os espaços da casa e da escola e ser criança, plenamente! Feliz de quem olha pra trás, no tempo, e vê lá, uma criança feliz!

Brincando e resgatando a criança interior!