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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Finalizando...

   Chegamos ao final de mais um semestre no Pead, com o envio da Síntese Reflexiva e a elaboração da apresentação oral no Workshop de aprendizagens. Mais uma semana e compartilharemos nossos trabalhos com o grupo.
   Acredito que o ponto alto do Pead seja sempre a Síntese Reflexiva, que exige propriedade sobre os conteúdos, clareza de pensamento, capacidade de síntese e produção textual. A apresentação oral exige os mesmos requisitos, mas de outra forma, mais leve e conclusiva, bem como nos desafia a apresentar em tempo mínimo, o que é um tanto difícil.
  Penso que cada interdisciplina teve enorme importancia em nossa prática diária nas escolas, e algumas foram mais densas que outras, mas todas significativas. Os conteúdos da interdisciplina Fundamentos da Alfabetização foram passados de forma bem objetiva e prática, esclarecendo dúvidas e sugerindo atividades. Em Psicologia tivemos muitos conhecimentos a respeito da mente humana, que terá aplicação em nossa rotina diária com os alunos, compreendendo atitudes e comportamentos. Em História aprendemos sobre o processo de escolarização e em Infancias, uma nova visão sobre as crianças e suas diferentes concepções. 
  No Seminário Integrador, superamos as dificuldades com o uso das tecnologias, nos habituamos a postar no blog, facilitando a organização dos aprendizados e com isso, fixando os conhecimentos adquiridos. Da mesma forma, a Escrita Coletiva nos fez trabalhar em equipe, cada uma respeitando a ideia do outro e sendo coerente com o texto inicial.
   Um ano de Pead chega ao final e espero que os próximos sejam de muito aprendizado e superação dos novos desafios, que certamente virão. Mas com boa vontade e disciplina nos estudos, tudo poderemos vencer!

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Termos na escrita

 Gostei muito quando segunda-feira, dia 23, na revisão da aula de Escolarização, espaço e tempo na perspectiva histórica, a professora Caroline Pacievitch destacou alguns termos utilizados por nós, alunos, ao escrevermos um texto.
   Muitas vezes nao percebemos quando estamos escrevendo, mas o sentido e o entendimento pode ser outro. Destacou o termo evolução, que comumente se entende por avanço positivo, porém muitas vezes a evolução que se espera é um retrocesso, um degrau abaixo do esperado. Um exemplo atual seria o uso de agrotóxicos na produção de alimentos, ou seja, se evoluiu no combate às pragas mas se degradou no sentido de expôr o ser humano aos efeitos nocivos dos produtos, originando intoxicação e implicações genéticas nas pessoas. Ou a questão sa violência, onde o homem se tornou civilizado, mas vive na barbárie da violência, nas ruas ou nesmo doméstica.
   Outro termo exemplificado pela professora Caroline é a expressão antiga, pois dizer do "tempo antigo" significa da Idade Antiga - a Antiguidade, Nestes casos duvidosos melhor procurar um sinônimo. 
   Por mais que nos preocupamos com a escrita, ainda assim é preciso revisar e se colocar de quem irá ler, para que haja clareza e coesão.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Os primórdios e os interesses da escolarização

   Analisando a escolarização sob a perspectiva histórica, em seus primórdios, utilizando a leitura A MAQUINARIA ESCOLAR -http://www.pead.faced.ufrgs.br/sites/publico/eixo2/historia-infancias/maquinaria/- como referencia, posso destacar alguns tópicos, que descreverei a seguir.

Escola como instituição

   Somente a partir de meados do século XX a escola, para as classes populares, tornou-se publica, obrigatória e gratuita, sob o poder do Estado, em vista de manter as crianças na escola entre seis e dezesseis anos, afastando-as do trabalho infantil.

Interesses envolvidos

  Durante o Renascimento os homens da Igreja e os moralistas desejavam continuar com seu prestígio e poder frente as monarquias e novas formas administrativas.



  Formaram-se inúmeras congregações religiosas, com internatos e seminários, tornando-se necessário que pessoas fossem instruídas nos moldes do catolicismo, ou protestantes, e os princípios, desta forma, conservados.
A criança pobre seria ‘domesticada’ desde a tenra idade e iria seguir sua vida nos princípios e normas da religião, de acordo com a moral imposta, sendo objetos de dominação.

                                            

                                            Estrutura física

  A escola, desde os primórdios, no Renascimento, se constituiu em espaço fechado para isolar o aprendiz dos adultos e prazeres do mundo e suas influencias nocivas. Os meninos, além de aprender a ler e escrever, aprendiam os preceitos cristãos e a levar uma vida de retidão, visando desenvolver algum ofício no futuro, serem sacerdotes ou professores, conforme a inclinação de cada um. Obviamente que os conteúdos, para estes alunos, eram limitados, ficando longe das línguas, literaturas e esportes que distinguiam a categoria social. As carteiras enfileiradas definiam limites e promoviam o isolamento, necessários a disciplina e a ordem.



As pedagogias 

  Os castigos físicos aos poucos foram substituídos por um tratamento mais amoroso, principalmente pelos jesuítas. O aluno era estimulado a estudar, além de se tornar um cristão exemplar.


Aos poucos percebe-se a necessidade de graduar o aluno e separar conforme a idade, inteligência e condição.
As aulas passaram a ser no quadrado da sala, com atividades intensas e exercícios escritos, onde o aluno tinha deveres a cumprir, sem questionar. Os alunos passaram a prestar exames e participar de debates públicos, na presença de familiares, com ênfase no mérito individual e na busca do êxito escolar.

 O Professor 

   Inicialmente eram religiosos, e depois profissionais do Magistério, com o início da Escola Normal que estava incumbida de formá-los. Do professor era esperada uma conduta exemplar, dentro de rígidos padrões morais. O professor não detinha apenas o saber, mas técnicas de domínio de e domesticação. Os professores eram oriundos de classes intermediárias e admiravam a burguesia e seus valores. O professor recebia baixa remuneração, pois seu ofício era comparado a um sacerdócio, cheio de virtudes e além dos bens materiais.

Escola como instrumento de mudança  

  A partir da institucionalização da escola, esta passou a ser agente de transformação da sociedade, porém novamente subjugados ao poder de higienistas, filantropos e reformadores sociais, os novos moralizadores das massas. Era necessário manter a classe trabalhadora conformada, sem lutas sociais a fim de preservar a estabilidade política. A base da educação era o autoritarismo e a exigência da disciplina e da submissão do aluno ao professor, geralmente um representante do Estado, um servidor público, com cargo de respeito.
















terça-feira, 6 de outubro de 2015

A busca de um norte para a educação

 
   Assistindo o vídeo do Pink Floyd, "Another brick in the wall", na aula presencial da interdisciplina ESCOLARIZAÇÂO, ESPAÇO E TEMPO NA PERSPECTIVA HISTÓRICA, voltei no tempo, às cadeiras escolares de minha infância.

   



     Estudei em Grupo Escolar, nos anos 1970 e início dos anos 80, em plena ditadura militar, em meio a aulas de Educação Moral e Cívica, desfile de Sete de setembro com marcha, entoação do Hino Nacional toda semana, respeito quase devocional aos diretores, uniforme e toda cultura escolar daquele tempo.


     Antes da aula era feita fila por altura, a "vistoria" do uniforme, para ver se tudo estava adequado com as normas. Respeitávamos os professores e os poucos "anarquistas" eram repreendidos, com advertências ou os pais eram chamados, mas a vergonha pública era o que mais marcava. 

    A escola atual não mudou muito desde aquela época. Na escola estadual que minha filha estuda, fazendo o Ensino Médio, ainda vejo muita coisa igual. O que mudou foi a liberdade de expressão e, infelizmente, um visível desrespeito para com os professores, ou pena por pertencerem a uma classe "desprezada financeiramente" e a ideia geral do "não dá nada" para qualquer infração. Sinais de uma sociedade que perdeu o norte, mostrando-se confusa e pais sem autoridade.

  As manifestações de civismo são raras, com poucas "Horas Cívicas", predominando a ideia, entre os estudantes, de um país sem jeito e políticos corruptos. O verde-amarelo refere-se mais ao futebol do que à Pátria.



    Talvez a geração que viveu entre o tempo do vídeo do Pink Floyd e esta de agora, nas esferas escolares, "chutou as carteiras do sistema", mas ainda procura um norte para a educação dos seus filhos. 

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

A escola em debate


     O velho padrão escolar está em questão nos debates sobre educação. As escolas, em sua grande  maioria, ainda funcionam com o sistema hierárquico onde o professor é a autoridade na sala de aula, aquele que detêm o conhecimento, e o aluno é o aprendiz  que meramente assimila o que o professor repassa, faz provas avaliativas e segue para uma turma mais avançada, se passar de ano.
    As salas de aula ainda são organizadas com as classes enfileiradas e na parede da frente, o quadro negro. Muitas apresentam até recursos mais modernos, com uso de tablets e lousa digital, mas em muitos casos, não são providos de internet na velocidade adequada. 

     A escola, em seus primórdios,  se caracterizou por este modelo de ensino e de organização do espaço físico. As aulas eram inicialmente para meninos, geralmente m escolas paroquiais ou seminários,  depois surgiram as turmas mistas e os cursos técnicos, em escolas do governo, com professores em vez de religiosos. A obediência era a base do convívio, bem como o recato, o seguimento da moral vigente e a nulidade de opinião. A fonte de conhecimentos era através do professor e do acervo bibliográfico, as únicas disponíveis, antes da era digital.

    Haviam escolas para a população menos favorecida economicamente, mas geralmente em seminários, no intuito de formar padres, sendo uma possibilidade única para o estudo. Porém, até poucas décadas atrás, o estudo era privilégio de uma pequena parcela da população. A maioria das pessoas tinha acesso apenas ao ensino primário, em um tempo que a educação era luxo e não havia a obrigatoriedade.
    Atualmente, a obrigatoriedade se aplica ao ensino fundamental, e há políticas públicas de incentivo a frequência escolar à população carente, bolsas de estudo, sistema de cotas, programas de inclusão, ou qualificação e formação continuada de professores, e outros projetos em vigor.
    A tecnologia veio transformar a escola e reformular o conceito de informação, uma vez que o aluno dos dias atuais está conectado e possui acesso a uma gama variada de recursos. As velhas enciclopédias se tornaram obsoletas e a pesquisa se tornou virtual. A pretensão seria de ter à disposição, na sala de aula, todos os recursos tecnológicos em uso, fazendo parte da rotina. Mas a realidade está aquém do desejado, com métodos ultrapassados no processo do ensino e da aprendizagem, na maioria das escolas.

  A escola da atualidade está em debate, pela sociedade e pelas classes docentes e governamentais, pois em um mundo que anda na velocidade da informação, com consciência dos direitos, em um processo de globalização, as mudanças são imprescindíveis e urgentes.