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sexta-feira, 14 de abril de 2017

Trabalhando com projetos


  Trabalhar com projetos envolve um aprendizado mais significativo, assim como compartilhar ideias e ações que fazemos com nossas colegas professoras.
    Ao trabalhar com as crianças em nossas escolas temos muitas ideias, possibilidades de temas e assuntos pertinentes a realidade da turma, do entorno da escola ou contexto onde vive nosso aluno. Mas torna-se mais importante, e até democrático, que os temas sejam escolhidos por quem é o beneficiado direto: o próprio aluno. Não se toma como ideal temas escolhidos pelo corpo docente, gestores ou esferas superiores, como Secretarias de Educação ou de Saúde, por exemplo. Evidente que somos induzidos a trabalhar certos assuntos de interesse coletivo, por causa maior, como epidemias, consciência negra  ou semana do município, por exemplo.
   Mas, paralelamente as sugestões, ou mesmo imposições, podemos desenvolver projetos, curtos ou extensos, sobre assuntos que contemplem dúvidas e curiosidades de nossos alunos e justifiquem todo esforço fomentado. 
    A concepção de trabalhar por projetos esbarra em outra realidade, especialmente sentida nas turmas iniciais da Educação Infantil, onde me encaixo, com responsabilidade sobre o Berçário 2. A realidade consiste em tais crianças tão pequenas, já consideradas alunos, não demonstrarem ou relatarem seu próprios interesses, dada a imaturidade biológica e cognitiva. Pensamos, então: Como criar um projeto que contemple tão tenra idade, em seus interesses e necessidades? 
     Creio que a resposta seja elaborar um projeto que se adapte a faixa etária e faça sentido aos pequenos, e nós, professoras, somos procuradoras que, supõe-se, saibam efetivamente o que as crianças gostam ou necessitem. Podem ser temas simples, envolvendo afetividade, socialização, amizade, pequenos animais ou alimentação, por exemplo. No ano passado passei por tal desafio e escolhi, em nome dos alunos, trabalhar o tema descobertas do eu, como pessoas conhecendo e experimentando o mundo e suas capacidades físicas, emocionais, cognitivas e sociais.
    Para os próximos dias terei que definir um tema a ser desenvolvido novamente com os pequenos alunos e terei que ter um olhar bem aguçado e carinhoso sobre a turma, para fazer a escolha ideal.
   Como   aluna no Pead, pretendo compartilhar minhas expectativas, experiencias e aprendizados com minhas colegas que vivenciam situações semelhantes, ou até diferentes, em seu dia a dia. Suponho fortalecer meu trabalho docente e discente com esta prática  e produzir bons frutos nesta empreitada pedagógica. 
   Talvez Paulo Freire expresse vivamente o que seja trabalhar com projetos,  na alegria de trabalhar temas que nos inquietam: "Há uma relação entre a alegria necessária à atividade educativa e a esperança. A esperança de professor e alunos juntos podemos aprender, ensinar, inquietar-nos, produzir e juntos igualmente resistir aos obstáculos à nossa alegria." 
   Espero que todas consigamos aprender e ensinar efetiva e significativamente, nos inquietando e buscando respostas.



Referencias: 

Freire, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários a prática educativa. 43. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2011

terça-feira, 21 de junho de 2016

Mapa conceitual da vida

     
    Na vida é importante seguirmos uma linha de pensamento, de conduta ou raciocínio. É necessário fazermos articulações entre o que pensamos e fazemos, abrir extensões de nossos projetos, tanto diários, como de longo prazo.
   Tomemos como base o mapa conceitual de um projeto de aprendizagem: escolhemos um conceito e a partir dele alongamos o fio da linha de pensamento que iremos seguir. Assim descobrimos as possibilidades de investigação que surgem conforme avançamos, adquirindo mais compreensão e ampliando nosso campo de visão. Entre dúvidas e certezas aparecem novos elementos fundamentais para a elaboração do projeto.


   Comparo, desta forma, nossa vida. Tanto vida pessoal como profissional, nosso trabalho como docentes. A construção de uma linha de pensamento surge a partir do que somos, do que queremos, do que determinamos.

    Surge a questão: o que queremos saber ou fazer? Como iremos proceder para realizar ou adquirir? Que implicâncias acarreta? O que sabemos sobre isto? O que precisamos saber? Perguntas surgem aos montes, mas a resposta nós mesmos buscamos e redefinimos.
    Em termos práticos, se meu foco é ser um professor melhor, o que devo fazer? Podemos seguir uma linha de pensamento e criar estratégias e articulações: qualificação - cursos de formação - curso superior específico. Como devemos proceder: entusiasmo - coragem - determinação - disciplina - compromisso. Do mesmo modo, definimos como podemos realizar: buscar uma Universidade - prestar seleção - deslocamento - horários compatíveis. Assim formam-se teias que podem ser interligadas, a partir de um conceito básico:ser um professor melhor.
    Penso que a vida, sob este aspecto, baseia-se em princípios, desejos, conquistas e superações. Então façamos nosso mapa conceitual e tracemos nosso destino.
     
Referências:

terça-feira, 31 de maio de 2016

Nas tramas da transdisciplinaridade


 "A transdisciplinaridade é uma abordagem científica que visa à unidade do conhecimento. Desta forma, procura estimular uma nova compreensão da realidade articulando elementos que passam entre, além e através das disciplinas, numa busca de compreensão da complexidade do mundo real."


  Muito se fala, hoje em dia, em transdisciplinaridade. Nas escolas, em reuniões pedagógicas, ouve-se o termo e sugere-se que ela aconteça, com o ensino contemplando as várias áreas do conhecimento. 
    Algum tempo atrás,  a ordem era repassar conteúdos específicos, cada professor em sua área de especialização. Mas, gradativamente, em vistas de um mundo globalizado, acesso instantâneo à informação e a diversidade de interesses, o aluno não necessita somente assimilar verdades incontestáveis ou conhecimento engessado, mas estar aberto e preparado à chuva de informações que se derrama sobre ele, sabendo refletir, ao abrir a janela para o mundo. 
   Neste contexto, basta acessar a internet para saber quem foi este ou aquele herói, em que ano e porque aconteceu a Revolução Francesa, por exemplo. Claro que o conhecimento adquirido em aula e pela leitura é essencial, mas o aluno tem toda informação ao seu dispor, como nunca antes ocorreu, desde que queira ou necessite dela. Nesta questão entra o incentivo à pesquisa, a motivação para compreender o desconhecido, a curiosidade de saber do ser humano. Torna-se necessário instrumentalizar a busca do conhecimento.
  Em termos de transdisciplinaridade, muitos conceitos e conteúdos não precisam ser aprendidos estaticamente, mas fazendo-se uso de dinâmicas de conhecimento, como acontece na elaboração de projetos. Nas reuniões pedagógicas, comumente, os professores são orientados a incentivar a pesquisa e organizarem-se de forma a contemplarem o mesmo tema, em determinada turma, por exemplo, mas sob os diferentes ângulos e perspectivas das diversas disciplinas.
   Na educação infantil há muito já se trabalha com a transversalidade, vista a necessidade de formar um ser humano na sua totalidade, integralmente. As áreas de conhecimento se completam, se alternam, para um único fim: o aprendizado. Música, artes visuais, literatura, natureza e sociedade, movimento e mesmo noções de matemática se integram, para que a criança aprenda e desenvolva plenamente suas capacidades.
   O aluno, já em séries mais avançadas, também irá tirar benefícios maiores ao fazer conexões com as áreas do conhecimento, unindo a um fio condutor, na teia do aprendizado. Suas múltiplas capacidades serão envolvidas e o resultado será bem melhor tramado.

Referências: 

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Mais sobre Projetos de Aprendizagem

    O que é o mais importante ao conceber um projeto de aprendizagem e qual o primeiro passo para sua realização?


 Ao realizarmos um projeto de aprendizagem precisamos levar em conta o interesse do aluno. Devemos incentivar a pesquisa de temas relevantes que venham ao encontro da curiosidade que leva ao conhecimento, de forma criativa e instigante. 
  No meu pensamento, a curiosidade pode ser instigada, pois o aluno sempre terá algo mais a querer saber, com uma boa dose de motivação e desafio como parceiros de aprendizado.
   O aluno até pode ter um conhecimento prévio, mas suas noções podem ser alargadas à medida que vai pesquisando. A diferença entre impor um tema de pesquisa e provocar a curiosidade sobre algo de seu interesse é imensa. O que queremos saber sempre chega a nós, de uma forma ou outra, com muito mais sentido.
  Todos temos, sobre este ou aquele assunto, certezas e dúvidas. Torna-se necessário usar as certezas que temos como alicerces para obter as respostas para nossas suposições e questões a serem preenchidas com o conhecimento, através da pesquisa, para o real aprendizado e assim, ampliar o vasto horizonte do saber.


sexta-feira, 13 de maio de 2016

Projetos de ensino e aprendizagem nos berçários


      Entramos, nos conteúdos da interdisciplina Seminário Integrador, em um assunto que está sempre em pauta no meu fazer pedagógico: a elaboração de projetos.
       Sempre me intrigou a realização de projetos nas turmas iniciais em escolas infantis, da forma como comumente acontece, visto que o assunto deve, ou deveria, partir do interesse das crianças, os Projetos de aprendizagem. Geralmente elaboramos subprojetos baseados em um maior, norteador de atividades na escola ou na rede municipal de ensino. Muitas vezes os temas escolhidos não tem significado para os bebês, e mesmo para o maternal. Realizamos o projeto, mas o aprendizado é mínimo, as atividades tornam-se superficiais e desconexas com a realidade. 
    Porém existem os projetos que fazem alusão às datas comemorativas, válidas para o conhecimento do aluno ou a integração entre turmas, pais e comunidade escolar em geral. São os chamados Projetos de ensino, que às vezes tem de ser feitos de uma hora para outra, por sugestão de uma entidade, por exemplo. Como no caso da "Campanha de prevenção contra o Zica", solicitando elaborar um pequeno projeto conscientizador sobre o tema.
    Este ano questionei novamente sobre como fazer um projeto de interesse dos alunos, se eles nem falam ainda, se mal e mal compreendem que são independentes da mãe? Surgiu então a ideia de trabalhar a identificação do eu, como ser independente e cheio de capacidades a serem descobertas e desenvolvidas. Ou seja, é do interesse e realidade deles e eu, como docente, tenho muito a promover para que aconteçam estas descobertas. 
     Surgiu, então, um projeto de ensino e de aprendizagem, ao mesmo tempo, para o berçário 2, visando a autodescoberta e o desenvolvimento integral da criança.

domingo, 17 de maio de 2015

Projetos na Educação Infantil

  Muito tem sido falado nos últimos anos sobre interdisciplinaridade, mudança  dos conteúdos ou currículo escolar. Na prática de Escolas Infantis onde trabalhei muito tem mudado de anos pra cá. Quando iniciei minhas atividades em 2003, nada se falava sobre orientar o aprendizado dos pequenos, pois apenas se pensava na alimentação, higiene, bem-estar e brincadeiras. Quando fui fazer o Magistério-aproveitamento de estudos, pela primeira vez ouvi o termo interdisciplinaridade e a possibilidade de trabalhar com projetos. Foi um desafio, pois a Escola trabalhava "Projeto" como fazer alguma coisa referente às datas comemorativas, mas sem definir temas ou linhas. 
   Com o passar dos anos, participando de outros cursos, da Formação Continuada de Professores, começamos a planejar as atividades por meio de projetos, inicialmente aleatórios, de escolha do professor. Mas essa prática amadureceu e há três anos a Secretaria Municipal de Educação lança no início do ano um projeto norteador, comum a todo município, seja Educação Infantil ou Ensino Fundamental. 
   Cada escola, conforme sua realidade e público alvo, desenvolve, por sua vez, um subprojeto que define os tópicos a serem desenvolvidos no ano. O trabalho por projetos veio enriquecer e direcionar o aprendizado, pois são escolhidos temas atuais - este ano trata das diferenças e inclusão - e abrange todas as áreas do conhecimento, e no caso das EMEIs, o desenvolvimento integral das crianças.
   Nesta breve explanação, quis relatar como pode-se mudar, de forma sutil, porém efetiva, a metodologia, o currículo, os conteúdos na escola, sem fazer grandes mudanças, apenas fazendo-as mais significativas e dentro da ideia proposta da globalização e da multidisciplinaridade.