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sábado, 26 de março de 2016

Sustentando argumentos


         Argumentar é a pauta do dia. Como construir argumentos que sustentem o que penso e como defendê-los?
   Iniciamos o terceiro eixo de aprendizagens no Pead com o desafio de qualificar nossas postagens. Para tanto, torna-se necessária a observação dos próprios textos com um olhar mais crítico, visitar o blog de outras colegas de curso, fazer comentários construtivos nos mesmos, buscar fundamentos que solidifiquem nossas postagens, com fontes seguras que acrescentam e apoiem nossas ideias, bem como usar uma linguagem mais formal, sem o perfil de "conversas de comadre", que permeiam as conversações informais. 
     Um texto que escrevemos retrata algo que concebemos em pensamento, por isso torna-se importante convencer o leitor daquilo que estamos afirmando. Precisamos apresentar argumentos suficientemente convincentes de que o que estamos dizendo é verossímel. Como nos diz Whitaker Penteado, "Argumentar é discutir, mas principalmente, é raciocinar, é deduzir e concluir. A argumentação tem que ser construtiva na finalidade, cooperativa em espírito e socialmente útil.'


     Finalizando, é um prazer muito grande escrever neste blog, consolidando aprendizados e compartilhando com os demais da Pedagogia Ead, desejando um semestre produtivo e enriquecedor para todos!

sábado, 26 de setembro de 2015

Tipos de conhecimentos: um mundo de descobertas

         Há cerca de 13 anos atuando na  educação infantil, três e meio destes como professora, sempre me questionei como o conhecimento que passo ou fomento nas crianças deveria ser amplo, abrangendo vários âmbitos.

  Esta semana, estudando na interdisciplina FUNDAMENTOS DA ALFABETIZAÇÃO, os TIPOS DE CONHECIMENTO, percebi claramente como minha intuição estava certa. Pois quando queremos ensinar algo, deve ser significativo, abrangente, prazeroso e edificante para a criança. 




    Sabia que a criança aprende ouvindo, manipulando, explorando, mas agora consegui entender mais especificamente como se dá o aprendizado frente aos diferentes tipos de conhecimento que ela assimila.  



      Dentre as tarefas propostas para este foco, está a descrição de quatro atividades que se baseiam nos diversos conhecimentos, e optei por fazer, supostamente, com uma turma de Maternal, com crianças de 3 a 4 anos de idade. A seguir, transcrevo a atividade.

"Cartão para o Dia das Mães



       Digamos que eu estou querendo realizar um cartão para o Dia das Mães, na turma do Maternal. Para que o aprendizado seja significativo e mais completo, usarei, durante o processo, as quatro formas de conhecimento.

Primeiro atividade: Conversação. Para que ocorra o CONHECIMENTO SOCIAL, falo para as crianças sobre o Dia das Mães no mundo, que é comemorado no segundo domingo de maio, as maneiras de falar a palavra Mãe nos diversos idiomas, da importância na nossa vida: o carinho, o cuidado, o querer bem, quem nos gerou, alimentou e educa. Em uma rodinha, cada criança diz o nome de sua mãe e a descreve, física e afetivamente, enaltecendo suas qualidades. Solicito que tragam uma foto da mãe para fazermos um cartão.

Segunda atividade: Cobrir a palavra Mãe com algum material alternativo. Para promover o CONHECIMENTO FÍSICO, ofereço  diversos materiais, como areia colorida, lã, glitter, lantejoulas, EVA recortado em mosaico, crepon em bolinhas, feitas anteriormente, e botões para colar sobre o traçado da palavra MÃE, começando  da esquerda para a direita.

Terceira atividade: dobrar e colar a foto no cartão. Como já estão desenvolvendo, gradativamente, CONHECIMENTOS MOTORES, peço que dobrem ao meio e colem a foto na parte interna, bem como as qualidades que expressaram anteriormente, agora digitadas.

Quarta atividade: apresentação aos colegas e descrição do processo. A fim de promover o CONHECIMENTO LÓGICO, propus uma rodinha, onde cada criança mostra o cartão aos colegas, com a foto da mãe, fala o nome dela e descreve como fez o mesmo e o material que escolheu. Desta maneira, ela percebe a sequencia das atividades e o processo de criação do presente para sua mãe."

     Esta atividade é apenas um exemplo, entre tantas possibilidades que temos diariamente, frente a um mundo de descobertas que nossos pequenos alunos realizam.  


terça-feira, 16 de junho de 2015

Dificuldades no processo da assimilação e construção do aprendizado.


       A ciência tem cada vez mais se aproximado da educação, identificando e buscando soluções para problemas de aprendizado.
      Muitas crianças tem dificuldade de memorização, de prestar atenção e registrar mentalmente o que foi falado em aula. Mostram-se alheias, dispersas, ora hiperativas ou com o pensamento a vagar longe, "flutuando".
      Na educação infantil percebo algumas crianças com muita dificuldade de silenciar, de parar um pouco. Também vejo, em minha escola, crianças que não participam das atividades propostas pela professora, alheias ao que acontece em sua volta, isoladas em um "universo" particular.
Pela experiência e pelo conhecimento adquirido em cursos de formação, procuramos deixar a criança isolada tranquila em seu "mundo", sem forçar a participação, mas incentivando a fazer parte do grupo, das rodinhas e outras brincadeiras. Palavras de estímulo tornam-se importantes, canções em nomeia-se os colegas, despertam nestas crianças a percepção de "existirem para os outros, para a turma", de estarem aí, presentes. Geralmente é apenas timidez ou temperamento introvertido, mas sem esquecer a existência de casos mais extremos de isolamento, que requer acompanhamento.

        As crianças hiperativas necessitam de uma dose extra de atenção e paciência, pois agitam todo o grupo e frequentemente mudamos o que planejamos para a aula, pois passamos muito tempo em função de um ou dois alunos. Torna-se difícil "sossegar" tais crianças, pois sempre estão correndo, pulando e tem dificuldade para seguir as regrinhas e os combinados. 
        Algumas crianças tem um comportamento agressivo, com tendência para bater, morder ou empurrar os colegas. Estas crianças geralmente tem alguma coisa incomodando em casa, refletindo, desta forma, no seu modo de agir na escola,  suas angústias. Outras tem, sim,  maior agressividade  a ser diagnosticada por um médico neurologista ou psicólogo.
        Quanto ao aprendizado, com certeza, muitos fatores influenciam a assimilação, como por exemplo, poucas horas de sono, má alimentação, ambiente barulhento em suas casas, com muito som alto, TV ligada o tempo todo, pois ela não consegue se aquietar com facilidade. Problemas familiares, com disputas, agressões verbais(ou mesmo físicas), falta de carinho e atenção, comprometem a auto-estima, a concentração e o aprendizado torna-se lento, senão crítico.
        Em minhas práticas pedagógicas gosto de inicialmente acalmar as crianças, fazê-las olhar para mim, e dizer a elas o que vamos fazer, falando que será muito boa a atividade e que irão gostar muito. Geralmente ficam mais atentos, curiosos e interessados na atividade. Procuro sempre conhecer a ;;;história pessoal de cada criança, seus medos, dramas e aflições e saber do contexto em que vivem em suas casas, se tem irmãos, o que fazem e brincam.
       A Neuroeducação e a psicologia vem abrindo portas para o conhecimento do que se passa no processo da aprendizagem, para orientar e oportunizar a assimilação, a acomodação e efetivamente, equilibrar os conhecimentos adquiridos, citando Piaget, com o que já foi registrado, construindo, assim, o aprendizado.