A ciência tem cada vez mais se aproximado da educação, identificando e buscando soluções para problemas de aprendizado.
Muitas crianças tem dificuldade de memorização, de prestar atenção e registrar mentalmente o que foi falado em aula. Mostram-se alheias, dispersas, ora hiperativas ou com o pensamento a vagar longe, "flutuando".
Na educação infantil percebo algumas crianças com muita dificuldade de silenciar, de parar um pouco. Também vejo, em minha escola, crianças que não participam das atividades propostas pela professora, alheias ao que acontece em sua volta, isoladas em um "universo" particular.
Pela experiência e pelo conhecimento adquirido em cursos de formação, procuramos deixar a criança isolada tranquila em seu "mundo", sem forçar a participação, mas incentivando a fazer parte do grupo, das rodinhas e outras brincadeiras. Palavras de estímulo tornam-se importantes, canções em nomeia-se os colegas, despertam nestas crianças a percepção de "existirem para os outros, para a turma", de estarem aí, presentes. Geralmente é apenas timidez ou temperamento introvertido, mas sem esquecer a existência de casos mais extremos de isolamento, que requer acompanhamento.
As crianças hiperativas necessitam de uma dose extra de atenção e paciência, pois agitam todo o grupo e frequentemente mudamos o que planejamos para a aula, pois passamos muito tempo em função de um ou dois alunos. Torna-se difícil "sossegar" tais crianças, pois sempre estão correndo, pulando e tem dificuldade para seguir as regrinhas e os combinados.
Algumas crianças tem um comportamento agressivo, com tendência para bater, morder ou empurrar os colegas. Estas crianças geralmente tem alguma coisa incomodando em casa, refletindo, desta forma, no seu modo de agir na escola, suas angústias. Outras tem, sim, maior agressividade a ser diagnosticada por um médico neurologista ou psicólogo.
Quanto ao aprendizado, com certeza, muitos fatores influenciam a assimilação, como por exemplo, poucas horas de sono, má alimentação, ambiente barulhento em suas casas, com muito som alto, TV ligada o tempo todo, pois ela não consegue se aquietar com facilidade. Problemas familiares, com disputas, agressões verbais(ou mesmo físicas), falta de carinho e atenção, comprometem a auto-estima, a concentração e o aprendizado torna-se lento, senão crítico.
Em minhas práticas pedagógicas gosto de inicialmente acalmar as crianças, fazê-las olhar para mim, e dizer a elas o que vamos fazer, falando que será muito boa a atividade e que irão gostar muito. Geralmente ficam mais atentos, curiosos e interessados na atividade. Procuro sempre conhecer a ;;;história pessoal de cada criança, seus medos, dramas e aflições e saber do contexto em que vivem em suas casas, se tem irmãos, o que fazem e brincam.
A Neuroeducação e a psicologia vem abrindo portas para o conhecimento do que se passa no processo da aprendizagem, para orientar e oportunizar a assimilação, a acomodação e efetivamente, equilibrar os conhecimentos adquiridos, citando Piaget, com o que já foi registrado, construindo, assim, o aprendizado.
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