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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Berçários: desafios para o desenvolvimento

   
     Um dos desafios de quem trabalha com Educação Infantil é o que realizar com os pequenos dos Berçários, de modo que não sejam forçados aprendizados que sufoquem com atividades e, em um lado oposto, não somente se cuide das crianças. Muito se fala em estimulação (e mais e mais estimulação), e atividades sensoriais, vista a fase do desenvolvimento em que se encontram, Sensório-motor, segundo Piaget.


     Creio que, como sempre, o bom senso e um olhar atencioso são sempre bem-vindos. Cabe ao professor dar atenção, afeto, estimular a linguagem e os movimentos, e assegurar que as crianças estejam bem alimentadas, asseadas, descansadas, protegidas de qualquer intempérie ou fator qualquer que prejudique e diminua o bem estar das crianças. Porém, desde o nascimento, o bebê começa um processo contínuo de desenvolvimento, conforme avança biológica, psíquica, social, emocional e cognitivamente. Cada dia um novo aprendizado, uma nova experiência que o motivará a seguir adiante no mundo maravilhoso das descobertas e do domínio de suas capacidades.

   
     O bom professor terá um olhar atento sobre as descobertas das crianças e irá instrumentalizar para que ocorram mais avanços e experiências, valendo-se de criatividade e ofereça o elemento surpresa a cada dia, sempre fascinando o pequeno ser. Não é necessário realizar projetos elaborados e usar recursos caros, mas há uma variedade de possibilidades utilizando sucata, objetos simples, ou que a criança conheça, ou elementos da natureza, até mesmo flores que soltam tinta, por exemplo, ampliando a gama de estratégias a utilizar.

     "Ao professor cabe criar desafios fazendo interrogações, dando oportunidades para pensar a fim de estabelecer relações entre as coisas novas que se apresentam e os conhecimentos prévios". (MARQUES)



       Na criança menor de dois anos as estruturas mentais ainda estão começando a se organizar, e após vivenciar esta fase, inicia-se uma nova etapa, a pré-operatória, que se sobrepõe à primeira, como revelou Piaget, para a construção das capacidades humanas e do conhecimento, pela interação com o meio (no caso, a própria sala do Berçário e dependências da escola) e demais crianças, o  necessário para seguir avançando.



Referências: 

MARQUES, Tania Beatriz Iwaszko. Epistemologia Genética. In: SARMENTO, Dirléia Fanfa; RAPOPORT, Andrea e FOSSATTI, Paulo (orgs). Psicologia e educação: perspectivas teóricas e implicações educacionais. Canoas: Salles, 2008. 





 





domingo, 24 de janeiro de 2016

De férias, mas de olho no Pead

      O  Pead, definitivamente, faz parte de nossas vidas. Estamos de férias, mas o olho está no Moodle, na visualização de uma mensagem do grupo nas redes sociais, ou na espera de um email. 
    Quando nos damos conta, esquecemos de uma postagem, de um comentário, do envio de um esclarecimento. Aguardamos notícias, novidades, um simples olá, confirmando, emocionalmente, que somos um grupo, uma equipe que caminha junto.
     Neste segundo ano, que daqui a um tempo se inicia, já procuramos saber as próximas interdisciplinas e fazemos comparações entre as mesmas, de qual área do conhecimento será desta vez.
   Por enquanto, curtindo as férias, porém, com um pé no Pead. Uma pausa necessária e bem vinda.


sábado, 26 de setembro de 2015

Tipos de conhecimentos: um mundo de descobertas

         Há cerca de 13 anos atuando na  educação infantil, três e meio destes como professora, sempre me questionei como o conhecimento que passo ou fomento nas crianças deveria ser amplo, abrangendo vários âmbitos.

  Esta semana, estudando na interdisciplina FUNDAMENTOS DA ALFABETIZAÇÃO, os TIPOS DE CONHECIMENTO, percebi claramente como minha intuição estava certa. Pois quando queremos ensinar algo, deve ser significativo, abrangente, prazeroso e edificante para a criança. 




    Sabia que a criança aprende ouvindo, manipulando, explorando, mas agora consegui entender mais especificamente como se dá o aprendizado frente aos diferentes tipos de conhecimento que ela assimila.  



      Dentre as tarefas propostas para este foco, está a descrição de quatro atividades que se baseiam nos diversos conhecimentos, e optei por fazer, supostamente, com uma turma de Maternal, com crianças de 3 a 4 anos de idade. A seguir, transcrevo a atividade.

"Cartão para o Dia das Mães



       Digamos que eu estou querendo realizar um cartão para o Dia das Mães, na turma do Maternal. Para que o aprendizado seja significativo e mais completo, usarei, durante o processo, as quatro formas de conhecimento.

Primeiro atividade: Conversação. Para que ocorra o CONHECIMENTO SOCIAL, falo para as crianças sobre o Dia das Mães no mundo, que é comemorado no segundo domingo de maio, as maneiras de falar a palavra Mãe nos diversos idiomas, da importância na nossa vida: o carinho, o cuidado, o querer bem, quem nos gerou, alimentou e educa. Em uma rodinha, cada criança diz o nome de sua mãe e a descreve, física e afetivamente, enaltecendo suas qualidades. Solicito que tragam uma foto da mãe para fazermos um cartão.

Segunda atividade: Cobrir a palavra Mãe com algum material alternativo. Para promover o CONHECIMENTO FÍSICO, ofereço  diversos materiais, como areia colorida, lã, glitter, lantejoulas, EVA recortado em mosaico, crepon em bolinhas, feitas anteriormente, e botões para colar sobre o traçado da palavra MÃE, começando  da esquerda para a direita.

Terceira atividade: dobrar e colar a foto no cartão. Como já estão desenvolvendo, gradativamente, CONHECIMENTOS MOTORES, peço que dobrem ao meio e colem a foto na parte interna, bem como as qualidades que expressaram anteriormente, agora digitadas.

Quarta atividade: apresentação aos colegas e descrição do processo. A fim de promover o CONHECIMENTO LÓGICO, propus uma rodinha, onde cada criança mostra o cartão aos colegas, com a foto da mãe, fala o nome dela e descreve como fez o mesmo e o material que escolheu. Desta maneira, ela percebe a sequencia das atividades e o processo de criação do presente para sua mãe."

     Esta atividade é apenas um exemplo, entre tantas possibilidades que temos diariamente, frente a um mundo de descobertas que nossos pequenos alunos realizam.  


sábado, 20 de junho de 2015

Relações cérebro/mente e corporeidade

          
         A relação existente entre o corpo e o cérebro determina nosso existir no mundo. Seja nos movimentos, no pensar, sentir, criar ou agir.
      O cérebro humano é um complexo de neurônios e conexões comparado a um motor, que pode ser muito potente ou limitado. Para organizar tudo que deseja fazer, o cérebro se expande, na medida dos estímulos recebidos.
       O corpo recebe informações do meio externo, principalmente através da visão, mas também de outros receptores, como o tato ou a audição. Estas informações, ao se conectarem com os sensores do nosso corpo, são enviadas ao cérebro, que por sua vez determina automaticamente uma resposta. Assim produz uma ação imediata, do receptor ao cérebro e este de volta ao corpo, estabelecendo, por conseguinte, a memória do ato registrado. Muitas memórias criam uma teia de conhecimento assimilado e que vão se ampliando sob mais estímulos e exercícios de memória.
      A corporeidade pode ser usada para fazer surtir efeitos mais relevantes sobre o aprendizado de estudantes, por exemplo. O professor pode fazer uso de sensações variadas, técnicas alternando visão e audição, dinâmicas que juntam os cinco sentidos na exploração do meio, proporcionar maior contato do corpo com os objetos estudados, se assim requer.
       Os potenciais das crianças, e de toda pessoa, podem ser despertados de seu estado inativo e desenvolvidos plenamente, com exercícios que unem a corporeidade, em suas receptações, com o cérebro, seja a mente ou o emocional, pois tudo parte do grande computador que está dentro de nós.
        Fazendo uma comparação com meu trabalho na EMEI, junto à turma do Berçário 2,  a corporeidade se faz presente a todo instante, pois cada novo aprendizado é primeiro receptado, seja em contato físico, com o toque, a proximidade, o olhar, o cheiro, o som. Depois passa por uma assimilação, num estágio que determina se é bom ou ruim, agradável, ou mesmo confiável aos pequenos. Por meio de repetições as crianças criam um esquema físico e mental que acaba por criar a memorização.

       Desta forma, a corporeidade é usada em toda e qualquer prática com as crianças, pois é desta maneira que incorporam as informações que se transformam em sinais, e por sua vez em conhecimentos.