quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Dia dos Professores


   Ser professora de Educação Infantil é uma tarefa adorável, pois trabalhar com crianças tão pequenas é muito gratificante, pelo carinho, pela espontaneidade, pela alegria.




  
   Uma tarefa que exige dedicação, sensibilidade, compreensão e envolve esperança, valores, confiança.

   Que neste Dia dos Professores estejamos fortalecidas, com todo empenho e boa vontade, acreditando um pouco mais na vida e prossigamos com coragem e orgulho de sermos professoras, mesmo que muitos não valorizem e nos considerem meras cuidadoras.

sábado, 10 de outubro de 2015

Infância pós-moderna



 O ser humano está em constante transformação, assim como o pensamento coletivo e o andar da humanidade.

   A ideia de movimento e de mudança fundamentam a vida pós-moderna. Velhos conceitos e valores são repaginados, baseados na saturação da crença na ciência, na garantia de uma vida feliz e bem administrada, na segurança e na razão. A velocidade do tempo atual não permite estagnações, crenças absolutas nem confiança plena em qualquer coisa, pessoa ou situação.
      A base do pós-modernismo é a inconsistência, a liquidez, o excesso, a impermanência, a velocidade e o hábito desenfreado do consumo – de coisas, de pessoas, de ideias, de serviços ou mesmo de ilusões.





        Tudo se pode adquirir, usufruir, participar, mostrar.

       O que importa é ser feliz agora, produzir mais para consumir mais, usufruir espremendo o sumo até perder a valia, para tornar nossa vida mais alguma coisa que não se sabe bem o que. E nem por quanto tempo e nem ir para onde.
 As crianças vivem no mundo que os adultos deixaram, com a educação na pauta do dia e valores reinventados.
 A questão é saber como educar as crianças na pós-modernidade, frente a tantas mudanças que ocorrem, sem precedentes no andar da humanidade.





   
 Elas vêm de casa, desde o nascimento, inseridas em ideias consumistas e valores muitas vezes vazios.


 Nós, como escola e como professoras, temos é que dar um norte, visualizar uma linha de chegada aos aprendizados para que o aluno não só decore conteúdos, mas aprenda a compartilhar conhecimentos, pesquisar e pensar por sua mente, com senso crítico e discernimento.

 Do mesmo modo, a mídia cria necessidades irreais que a criança não tem maturidade para refletir a respeito e a família está muitas vezes omissa, mergulhada em preocupações que o próprio consumismo gerou.



terça-feira, 6 de outubro de 2015

A busca de um norte para a educação

 
   Assistindo o vídeo do Pink Floyd, "Another brick in the wall", na aula presencial da interdisciplina ESCOLARIZAÇÂO, ESPAÇO E TEMPO NA PERSPECTIVA HISTÓRICA, voltei no tempo, às cadeiras escolares de minha infância.

   



     Estudei em Grupo Escolar, nos anos 1970 e início dos anos 80, em plena ditadura militar, em meio a aulas de Educação Moral e Cívica, desfile de Sete de setembro com marcha, entoação do Hino Nacional toda semana, respeito quase devocional aos diretores, uniforme e toda cultura escolar daquele tempo.


     Antes da aula era feita fila por altura, a "vistoria" do uniforme, para ver se tudo estava adequado com as normas. Respeitávamos os professores e os poucos "anarquistas" eram repreendidos, com advertências ou os pais eram chamados, mas a vergonha pública era o que mais marcava. 

    A escola atual não mudou muito desde aquela época. Na escola estadual que minha filha estuda, fazendo o Ensino Médio, ainda vejo muita coisa igual. O que mudou foi a liberdade de expressão e, infelizmente, um visível desrespeito para com os professores, ou pena por pertencerem a uma classe "desprezada financeiramente" e a ideia geral do "não dá nada" para qualquer infração. Sinais de uma sociedade que perdeu o norte, mostrando-se confusa e pais sem autoridade.

  As manifestações de civismo são raras, com poucas "Horas Cívicas", predominando a ideia, entre os estudantes, de um país sem jeito e políticos corruptos. O verde-amarelo refere-se mais ao futebol do que à Pátria.



    Talvez a geração que viveu entre o tempo do vídeo do Pink Floyd e esta de agora, nas esferas escolares, "chutou as carteiras do sistema", mas ainda procura um norte para a educação dos seus filhos. 

domingo, 4 de outubro de 2015

Sentimento de culpa - a infância na mídia

                  Tenho observado que muitas propagandas de televisão utilizam uma brecha deixada pelos pais, sobrecarregados das tarefas diárias, para incutirem sutilmente um sentimento de culpa em relação ao cuidado dos filhos. Filhos lembrando os pais de fazer isto ou aquilo, de consumir este ou outro produto, mais saudável, etc.

                    
A inversão dos papéis na família de hoje


          Quantos pais se identificam com os pais alheios da propaganda, se sentindo culpados por não estarem atentos o suficiente as "necessidades" dos filhos e mostram mais inteligentes que eles próprios.


               Uma propaganda me chamou a atenção:  uma marca de água mineral passa a ideia de uma desintoxicação no organismo, nada que seja desconhecido do seu público alvo, mas o apelo infantil dá superpoderes  aquela água. E os pais cedem facilmente aos rostinhos faceiros das crianças que "sabem de tudo".

            Tem me chamado a atenção, e não é de hoje, o quanto a mídia e a indústria direcionada ao público infantil apodera-se da fragilidade dos pais, uma vez que o mundo em seu contexto geral é consumista e descartável. Mas como as gerações passadas foram privadas de "muitas coisas", hoje os pais compensam sua própria ilusão consumista frustrada da infancia, provendo tudo que há de novidade para deixar seus filhos felizes, na esperança de terem uma vida melhor. E quem lucra com isso são as indústrias, comércio e a mídia, com a publicidade muito bem orientada para estes fins.




   

Estamos todas juntas!


      Assistindo o vídeo da primeira aula presencial de Psicologia 1, pude perceber mais nitidamente como estamos todas no "mesmo barco" de vivências e aprendizagens!




     Ao ingressar no Pead tinha  a impressão de que eu era uma "ET", que pousou e tinha uma faculdade para desbravar. 
       O pensamento interiorano de que todos as colegas tinham mais experiência  e conhecimentos às vezes tomava conta. As dificuldades do PB works me faziam pensar como seria difícil continuar. 



     Mas a vontade de seguir em frente era irreversível. Teria que enfrentar a distância que tinha, indo de ônibus, e os novos aprendizados. Capacidade sabia que tinha, força de vontade também. Mas o cansaço às vezes tomava conta.
    
 Ao assistir o vídeo e ter participado dos teatros me fez confirmar o que já havia constatado: estamos juntas! Todas enfrentam os mesmos desafios, experiências, medos, cenas diárias... nas escolas e na vida. 
   

                                                                      Carinhosamente, Cláudia

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Uma perspectiva tecnológica


        Voltar  a estudar tem me mostrado um novo mundo. Mesmo trabalhando há tantos anos na educação infantil e fazendo cursos de formação continuada, foi voltando a estudar, em nível superior no curso de Pedagogia, que posso ver o alcance que o estudo está tendo em minha perspectiva escolar.


   O embasamento teórico de algumas questões, nas interdisciplinas até agora estudadas, tem fortalecido minha prática pedagógica, e os conhecimentos adquiridos, sem dúvida, fortalecem meu trabalho. 

     Mesmo coisas elementares, como o uso de recursos tecnológicos, enfatizados e indispensáveis no Seminário Integrador, já me levam a buscar alçadas maiores e sua utilização na escola, com independência e domínio.

 
   


   A minha geração conheceu tardiamente a tecnologia,depois de termos aprendido a usar os recursos arcaicos que haviam em outros tempos.


 Tivemos que nos reprogramar e  nos introduzir, aos trancos, no mundo digital. Quem é jovem até acha hilário e não compreende, pois já nasceu inserido neste contexto tecnológico, mas sou do tempo do manual, no máximo eletrônico.

 Mas a mente está sempre aberta e se desafiando, o que é muito enriquecedor.

A escola em debate


     O velho padrão escolar está em questão nos debates sobre educação. As escolas, em sua grande  maioria, ainda funcionam com o sistema hierárquico onde o professor é a autoridade na sala de aula, aquele que detêm o conhecimento, e o aluno é o aprendiz  que meramente assimila o que o professor repassa, faz provas avaliativas e segue para uma turma mais avançada, se passar de ano.
    As salas de aula ainda são organizadas com as classes enfileiradas e na parede da frente, o quadro negro. Muitas apresentam até recursos mais modernos, com uso de tablets e lousa digital, mas em muitos casos, não são providos de internet na velocidade adequada. 

     A escola, em seus primórdios,  se caracterizou por este modelo de ensino e de organização do espaço físico. As aulas eram inicialmente para meninos, geralmente m escolas paroquiais ou seminários,  depois surgiram as turmas mistas e os cursos técnicos, em escolas do governo, com professores em vez de religiosos. A obediência era a base do convívio, bem como o recato, o seguimento da moral vigente e a nulidade de opinião. A fonte de conhecimentos era através do professor e do acervo bibliográfico, as únicas disponíveis, antes da era digital.

    Haviam escolas para a população menos favorecida economicamente, mas geralmente em seminários, no intuito de formar padres, sendo uma possibilidade única para o estudo. Porém, até poucas décadas atrás, o estudo era privilégio de uma pequena parcela da população. A maioria das pessoas tinha acesso apenas ao ensino primário, em um tempo que a educação era luxo e não havia a obrigatoriedade.
    Atualmente, a obrigatoriedade se aplica ao ensino fundamental, e há políticas públicas de incentivo a frequência escolar à população carente, bolsas de estudo, sistema de cotas, programas de inclusão, ou qualificação e formação continuada de professores, e outros projetos em vigor.
    A tecnologia veio transformar a escola e reformular o conceito de informação, uma vez que o aluno dos dias atuais está conectado e possui acesso a uma gama variada de recursos. As velhas enciclopédias se tornaram obsoletas e a pesquisa se tornou virtual. A pretensão seria de ter à disposição, na sala de aula, todos os recursos tecnológicos em uso, fazendo parte da rotina. Mas a realidade está aquém do desejado, com métodos ultrapassados no processo do ensino e da aprendizagem, na maioria das escolas.

  A escola da atualidade está em debate, pela sociedade e pelas classes docentes e governamentais, pois em um mundo que anda na velocidade da informação, com consciência dos direitos, em um processo de globalização, as mudanças são imprescindíveis e urgentes.