quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Direito autoral

   
    Na primeira aula presencial do eixo IV, tocamos no assunto autoria. Fizemos, mentalmente, algumas associações: Direito autoral, plágio, cópias, referências autorais, enfim, uma série de termos convergentes.
   A termologia Direito autoral é a "denominação dada ao rol de direitos dos autores em relação às suas obras criadas, sejam elas de cunho artístico, literário ou científico.  Assim, o direito autoral é o conjunto de direitos que visam resguardar a expressão de ideias e preserva para os autores o exclusivo direito de reprodução dos seus trabalhos."
   Plágio, por sua vez "significa copiar ou assinar uma obra com partes ou totalmente reproduzida de outra pessoa, dizendo que é sua própria." http://www.significados.com.br/plagio/
   Os conhecimentos adquiridos nos permitem dialogar ou escrever sobre determinados assuntos, embora o que estamos transmitindo já foi pensado anteriormente. Frases célebres, resultados de estudos ou pesquisa, afirmações inovadoras necessitam serem citadas com sua autoria, por uma questão ética e respeitosa, sem tomar como sua o é de direito de outro.
  Porém, ao escrevermos, surgem em nossa mente uma síntese de várias leituras realizadas, sem exatamente lembrarmos a autoria. Nestas situações, devemos ter o respaldo como sustentação de nosso argumento, dando os créditos aos estudiosos, mesmo sem saber citá-los, mas enaltecendo que já  pesquisaram ou estudaram o assunto antes que nós.
   Da mesma forma, quando expomos nosso ponto de vista, baseado em nossa visão ou experiência, podemos evidenciar que este é nosso pensamento ou posição ao referido em questão.
   A mente vai agregando informações, construindo, assim, uma opinião sobre qualquer assunto, porém torna-se necessário saber em que ideias anteriores está baseada.
  

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Educação ainda vem de berço


  O mundo apresenta uma disparidade muito grande de ideias, convicções, valores, prioridades e na forma de educar as crianças. Alguns pais são ausentes, ou super protetores, outros atenciosos e preocupados com o filho, outros se esquivam, delegando sua função de educar para terceiros, estando alheios às necessidades dos filhos.
   Trabalhando com educação infantil deparo-me com pais equivocados sobre a educação de seus filhos. Não sou psicóloga, mas educadora, exercendo meu conhecimento sobre o desenvolvimento infantil. 
   Em minha escola, pública e municipal, os professores zelam pelo cuidado com os pequenos e pelo mais saudável desenvolvimento, de forma integral, abrangendo a promoção da autonomia das crianças e estimulando para se sintam integrados, socializados e em questão, que sejam "educados" para a vida.
   Mas existem pais que não compreendem a promoção da autonomia que nos referimos. Tratam seus filhos, já maiores, como se fossem bebês. Carregam no colo, não tem autoridade e não falam nada para seu filho, como se ainda tivesse seis meses. Daí a escola se torna um problema para eles, pois a criança terá hora para dormir, terá que sentar-se à mesa, esperar sua vez, respeitar colegas e professores, entre outras regras de convivência. "Mas na outra escola (particular) não era assim..." argumentam. Obviamente a Missão da escola era flexível, atendendo às necessidades dos pais, para um ótima convivência com os clientes.
   Como em toda escola, também há aqueles pais que exigem que seu filho seja amplamente estimulado, para que no futuro seja brilhante, habilidoso, uma pessoa de sucesso. Cobram "trabalhinhos", como querendo ver um "atestado" de que ele está fazendo muitas coisas. O brincar, para alguns, não é importante, pois isso toda criança faz.
   Também existem os pais omissos, que nunca perguntam como seu filho está na escola, não participam das reuniões e sequer olham a agenda ou retiram a sacola de roupa suja. Para estes, o ideal seria uma escola 24hs, que fizesse tudo que eles não conseguem fazer. Quando há um feriado se desesperam, pois enlouquecem se ficarem em casa cuidando deles.
   Mas, felizmente, a grande maioria faz parte dos pais responsáveis, interessados, afetuosos e cientes de que depende deles, primeiramente, a educação de seus filhos. Com estes firmamos a parceria que faz com que nosso trabalho seja significativo, prazeroso e gratificante.
    Os filhos sempre serão o reflexo da educação primeira que tiveram em sua vida, ou seja, da família. Depois vem a escola. Como sempre se diz: "A educação vem de berço." E assim é.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Águas...


   Um rio contorna pedras, desce penhascos, se acalma onde encontra espaço, mas acima de tudo, segue sempre em frente, humildemente e sem murmurar, rumo ao grandioso oceano. Lá, se une aos semelhantes e se transforma, gota após gota, começando novos ciclos em sua jornada.
  Esta metáfora pode ser aplicada em  nossa vida pessoal ou profissional, especialmente nós, professores, neste mundo multifacetado, muitas vezes caótico, em uma sociedade em ebulição, com seus aspectos positivos e outros nem tanto, sempre mudando de configuração. Mas seguimos sempre em frente: se aperfeiçoando, se conectando, fazendo parte ativa deste mundo em constante transformação, com pessoas em formação sob nossa responsabilidade.
   Já dizia um antigo ditado popular: "Águas paradas não movem moinhos." Grande sabedoria de nossos ancestrais!



sábado, 13 de agosto de 2016

Incoerências


     Deixando apenas um pensamento, de autoria desconhecida, que retrata a realidade escolar, e obviamente social, do convívio "inclusivo" com alunos surdos:


"A escola ensina línguas, ingles ou espanhol, mas não ensina a língua do colega surdo que senta ao lado."


terça-feira, 2 de agosto de 2016

Pinceladas finais


  
  Após um breve período de descanso, minha atenção retorna ao Pead. No mês de junho conclui as atividades no Moodle, embora as postagens, aqui neste espaço, continuaram. Depois, calmamente, elaborei a Síntese Reflexiva, a partir das aprendizagens do semestre, com este blog como grande aliado na construção da mesma, e agora, ocorre a preparação da Apresentação do Workshop, presencialmente no campus.

   Posso afirmar que este semestre foi mais tranquilo, bem menos denso que os anteriores, tanto pelas interdisciplinas, com seus conteúdos práticos, como pela nossa adaptação já realizada em termos de métodos e rotina de estudos, como pelo espaçamento de tempo oferecido para as tarefas finais.
   A apresentação oral representa o desfecho de um aprendizado construído e assentado no semestre. Em somente dez minutos, a extração conclusiva do que aprendemos. E é muito prazerosa a elaboração, geralmente pelo Power Point, deste trabalho.
   A tensão fica por conta de apresentar para o grupo, mas somos todas companheiras de jornada, e a cada dia, nos sentimos mais confortáveis e confiantes no convívio umas com as outras.



quarta-feira, 27 de julho de 2016

Troca de afetos

   Quando uma criança está sob nossos cuidados, dia após dia, durante um ano inteiro, acabamos por nos afeiçoarmos a ela. Ainda mais se ela é pequena, como nos berçários. 
   Por mais que digamos, profissionalmente, que a criança é apenas nosso aluno, e está somente de forma temporária com a gente, no fundo, é como se fizesse parte de nossa vida. Com algumas temos maior afinidade do que com outras, que não nos cativam tanto, ou mesmo que nos desafiam.

 Talvez o coração maternal ou mesmo a necessidade física e emocional de afeto nos leve a este questionamento. Assim como temos pouca afinidade com alguns, por outros, sentimos como se fossem da família, gostando de abraçar e de estar junto.
   O que isto tem de errado? Será que se afeiçoar pelas crianças está errado?
  Existem crianças que cuidei no berçário ou no maternal há 10 ou mais anos, e ainda hoje, lembram de mim, acenam ou me abraçam quando as encontro.
  Acredito que ficar na memória e no coração dos alunos é muito bom: significa que não passamos em suas vidas em vão! Abrimos portas, fizemos laços, estruturamos os afetos.
   E a recíproca também é verdadeira!



terça-feira, 19 de julho de 2016

Diferenças: hipocrisia ou respeito?

   Muito tem se falado em aceitar o outro como ele é, sem distinções, respeitando as diferenças, principalmente nas escolas. Nós professores, somos os porta-bandeiras do respeito ao diferente, dando o exemplo de tolerância e com a mente aberta para tudo que se apresenta na atualidade, uma vez que somos, ainda, referência na formação de nossos alunos.
   Mas, na prática, ainda percebo um mar de preconceitos, com professores perplexos diante o diferente. Há poucos dias, a Rede Globo de televisão apresentou em uma novela das 23 horas, uma cena de amor entre dois homens, em pleno século XIX. A história é de valor histórico muito grande, pois trata da Inconfidência Mineira, como também é um retrato da sociedade da época. Porém, dois homens vivem um amor proibido para os padrões da época, e finalmente, após muitos capítulos, admitiram suas paixões e houve um beijo apaixonado e as cenas seguintes, com nudez de costas e o resto, ficou com a imaginação do telespectador, mas tudo de forma muito sensível e até romântica. No dia seguinte as redes sociais já barbarizavam a cena da novela.
   Na sala dos professores de uma das escolas em que atuo, duas professoras indignadas com as cenas, afirmando que eram um desrespeito com o público que assiste... Daí surgiram as perguntas: Por que a indignação, se o horário era tarde da noite, crianças deveriam estar na cama e adultos devem aprender a lidar com as diferenças. Questionamos as cenas de nudez feminina, escancaradamente exposta na TV aberta e cenas de sexo, embora somente sugestivas, em horários como das 18 ou 19 horas, tidas como normais e aceitáveis.
   De forma alguma faço apologia disto ou daquilo, mas penso que o professor é o primeiro que deve estar aberto às diferenças, sejam de gênero, opção sexual, características físicas ou aspectos sociais, econômicos ou raciais. Penso que já é hora de vivermos na prática o que falamos aos nossos alunos.