terça-feira, 23 de junho de 2015

Pedagogia da autonomia - parte 1


      Em seu livro “A pedagogia da autonomia”, Paulo Freire traz à discussão diversos aspectos referentes ao trabalho do professor, as bases que a docência se apoia e a interação com os alunos.
     Sempre à frente com seu pensamento e suas práticas, Paulo Freire é referência de ética, dignidade, responsabilidade social e coerência. Como ninguém, conseguiu ver o que realmente faz sentido no ato de ensinar, a importância da relação aluno/professor e de promover a autonomia e a crítica. Trouxe à tona a questão da desigualdade e exclusão para com os grupos oprimidos e menos favorecidos da sociedade, defendendo a educação de qualidade para todos e a humanização do ensino.
      Lendo sua obra percebi a grandeza e a responsabilidade que é o ato de ensinar. Ninguém apenas passa conteúdos, o professor tem à sua frente alunos distintos, numa troca de saberes. O professor só ensina realmente se o aluno não só aprende, mas reelabora e refaz este aprendizado, significando-o. Por isso a docência exige muitas precondições fundamentais.

     A docência exige metodologia, com certa rigorosidade, comprometimento, pesquisa, ética, espírito crítico, corporificar o que acredita, estar aberto ao novo, ao diálogo, respeitar as diferenças, valorizando a identidade cultural de seus alunos. Ensinar envolve ajudar o aluno a construir seu conhecimento, promovendo a autonomia, com bom senso, alegria, paciência, tolerância, em relações de parceria com o educando. Saber ouvir o aluno, respeitar e valorizá-lo como pessoa em formação, que pode intervir no mundo e construir o futuro.

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