sexta-feira, 14 de abril de 2017

Apesar de...


Talvez Jesus, traído, ferido e humilhado, tenha nos deixado uma grande lição: amar, tolerar, enfrentar, apesar de tudo...
...Apesar de não termos atingido nossos objetivos,
...Apesar de sermos caluniadas.
...Apesar de ficarmos esgotadas ao final do dia e do ano e zombarem de nós por isso.
...Apesar de não sermos reconhecidas e valorizadas como pessoas ou profissionais.
...Apesar de sermos agredidas verbalmente, ou mesmo fisicamente.
...Apesar de pensarmos em desistir.
...Apesar de não termos a grandeza de espírito que o Mestre teve e não sermos dignas de qualquer comparação.
Mas temos algo dentro de nós que manda prosseguir, como mães, como educadoras, como mulheres. Temos uma luz que nos guia. Tem uma força maior que nos sustenta. Temos uma faísca da chama libertadora que o Mestre acendeu.
Temos a esperança que resiste e persiste.
Temos um pouco do amor do Mestre que vive em nós!

Meandros da mente humana


   A psicologia é sempre um assunto que nos interessa, dadas as venturas e desventuras da vida, situações vividas ou testemunhadas, inquietações que nos fascinam ou perturbam e não encontramos uma explicação, assim fácil, na área de domínio de nosso conhecimento.
   
 Como mães temos tantas dúvidas, questionamentos acerca da psicologia infantil, a fim de bem educarmos nossos filhos e compreende-los melhor.
    Como professoras também temos a vontade de entender e ajudar os alunos em seus conflitos ou dificuldades.
   Mas como pessoas, seres humanos adultos, com vidas ora dilaceradas por lembranças amargas, ora por perturbações diversas que desassossegam o cotidiano, ora atitudes inóspitas que nos deixam frustradas com a gente mesmo, ora com temores infundados, traumas desconhecidos, entre tantas outras coisas a citar, como ficamos?
   Penso que a Psicologia da vida adulta vem de encontro a nós mesmas, com nossos problemas, dúvidas, confusões, insatisfações e incoerências que vivenciamos ao longo de nossos dias e anos.

 Muitos assuntos podem ser debatidos e compreendidos em uma busca mais profunda e eficaz de nosso inconsciente, base de todo psiquismo. Acredito que muitos temas serão levantados no semestre e abrirão o leque de incógnitas que assolam a mente humana, mas que estão ao alcance de todos, para elucidar seus meandros. 



Referencias das imagens: http://www.neurokinder.com.br

Trabalhando com projetos


  Trabalhar com projetos envolve um aprendizado mais significativo, assim como compartilhar ideias e ações que fazemos com nossas colegas professoras.
    Ao trabalhar com as crianças em nossas escolas temos muitas ideias, possibilidades de temas e assuntos pertinentes a realidade da turma, do entorno da escola ou contexto onde vive nosso aluno. Mas torna-se mais importante, e até democrático, que os temas sejam escolhidos por quem é o beneficiado direto: o próprio aluno. Não se toma como ideal temas escolhidos pelo corpo docente, gestores ou esferas superiores, como Secretarias de Educação ou de Saúde, por exemplo. Evidente que somos induzidos a trabalhar certos assuntos de interesse coletivo, por causa maior, como epidemias, consciência negra  ou semana do município, por exemplo.
   Mas, paralelamente as sugestões, ou mesmo imposições, podemos desenvolver projetos, curtos ou extensos, sobre assuntos que contemplem dúvidas e curiosidades de nossos alunos e justifiquem todo esforço fomentado. 
    A concepção de trabalhar por projetos esbarra em outra realidade, especialmente sentida nas turmas iniciais da Educação Infantil, onde me encaixo, com responsabilidade sobre o Berçário 2. A realidade consiste em tais crianças tão pequenas, já consideradas alunos, não demonstrarem ou relatarem seu próprios interesses, dada a imaturidade biológica e cognitiva. Pensamos, então: Como criar um projeto que contemple tão tenra idade, em seus interesses e necessidades? 
     Creio que a resposta seja elaborar um projeto que se adapte a faixa etária e faça sentido aos pequenos, e nós, professoras, somos procuradoras que, supõe-se, saibam efetivamente o que as crianças gostam ou necessitem. Podem ser temas simples, envolvendo afetividade, socialização, amizade, pequenos animais ou alimentação, por exemplo. No ano passado passei por tal desafio e escolhi, em nome dos alunos, trabalhar o tema descobertas do eu, como pessoas conhecendo e experimentando o mundo e suas capacidades físicas, emocionais, cognitivas e sociais.
    Para os próximos dias terei que definir um tema a ser desenvolvido novamente com os pequenos alunos e terei que ter um olhar bem aguçado e carinhoso sobre a turma, para fazer a escolha ideal.
   Como   aluna no Pead, pretendo compartilhar minhas expectativas, experiencias e aprendizados com minhas colegas que vivenciam situações semelhantes, ou até diferentes, em seu dia a dia. Suponho fortalecer meu trabalho docente e discente com esta prática  e produzir bons frutos nesta empreitada pedagógica. 
   Talvez Paulo Freire expresse vivamente o que seja trabalhar com projetos,  na alegria de trabalhar temas que nos inquietam: "Há uma relação entre a alegria necessária à atividade educativa e a esperança. A esperança de professor e alunos juntos podemos aprender, ensinar, inquietar-nos, produzir e juntos igualmente resistir aos obstáculos à nossa alegria." 
   Espero que todas consigamos aprender e ensinar efetiva e significativamente, nos inquietando e buscando respostas.



Referencias: 

Freire, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários a prática educativa. 43. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2011

domingo, 9 de abril de 2017

Eixo V - iniciando...

       Após período de férias, iniciamos mais um eixo de aprendizagens. Com certeza o ritmo inicial será mais lento, dado o afastamento, essencial e necessário, dos estudos. Somos pessoas integrais, com vida familiar e social, professoras que precisam um tempo de descanso, físico, mental e emocional, para estarmos revigoradas para um novo ano letivo, tanto como alunas como docentes.
     
    Para iniciar o ano de estudo, precisamos fortalecer nossa vontade de crescer e superar adversidades, as "pedras" do caminho. Mas certamente o caminho também terá muitas flores, que foram regadas pela persistência.



domingo, 25 de dezembro de 2016

Semeadoras

     O espírito natalino toma conta de todos e estamos imbuídos de sentimentos de amorosidade, compaixão, fraternidade, alteridade, entre muitos outros.
   Pensando em minha posição como professora, naturalmente educadora, utilizada como exemplo e apoio na vida de tantos, pequenos ou adolescentes, me pego com algumas perguntas: O que tenho feito de concreto baseado no espírito natalino? Será que vou além ou fico limitada a este período do ano? O que passo para meus alunos, sobre ações que efetivem e justifiquem estes sentimentos?
     Acredito que estes nobres sentimentos devem ir bem além do mês de dezembro. Devem fazer parte da vida das pessoas e serem manifestados por ações, bem mais do que com palavras ou felicitações. Sei que devemos ser profissionais e muitas vezes somos criticados quando tentamos humanizar as aulas. Há uma corrente que defende a separação do eu profissional e do eu pessoa humana, como se ambos não pudessem conviver. Vemos conflitos internos e familiares em nossos alunos, o individualismo tomando conta, farpas de todo tipo entre os alunos, necessidades básicas não só de pão, mas de afeto e carinho.
     Penso que somos mais do que professoras, somos semeadoras. Semeamos o bem, os bons conselhos, o bom exemplo, o bom olhar para com o outro. Se o ano todo ficamos alienados às situações adversas de nossos alunos, como podemos falar em generosidade, em solidariedade e amor? Temos que descer do pedestal em que erroneamente nos colocamos e enxergar muito mais além.


Referências:

Blog do Briguilino. Disponível em:

Overmundo. Disponível em:


segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Cidadãos conscientes de sua identidade


     As novas gerações precisam saber de sua história, dos fundamentos da civilização, da arte, das concepções filosóficas, da sua cultura e da sua origem.

Casa de pedra
em São Vendelino
Muito se aprende na escola, com seus conteúdos pré estabelecidos, mas muitas vezes me pergunto se o aluno sabe a origem de seu sobrenome, a história de seus ancestrais, ou da sua cidade. Muitos alunos, pasmem, não sabem se são descendentes de alemães, italianos, africanos ou lusos, ou onde nasceram, o nome da cidade natal. Se avançarmos um pouco, mal sabem a cidade ou estado em que vivem ou até sua família.
     Considero da maior importância trabalhar com os alunos a identidade, seja pessoal, seja do coletivo em sua cidade ou estado. O aluno precisa saber o contexto social em que vive, conhecer sua cidade, sua história, pesquisar sua origem. A representação de mundo pelos Estudos Sociais deve começar nos primeiros anos da educação infantil, depois avançando em conhecimento no Ensino Fundamental. Um cidadão sem identidade não saberá o que é melhor para sua cidade, estado ou país, pois a partir do conhecimento da sua identidade se sentirá parte de um grupo, irá valorizar suas raízes e seus ideais, e não se calará frente a injustiças sociais. 
   Se quisermos formar cidadãos conscientes, torna-se fundamental trabalharmos a identidade da criança, de sua família e comunidade, fortalecendo seus valores, cultura, história, conhecendo o espaço geográfico que a cerca e aspirações que o conduzirá pela vida.

     


O presente é onde nós nos perdemos se esquecemos nosso próprio passado e não tivermos a visão do futuro”.
(Ayi Kwei Armah, 1989)


Referencias:

 -COOPER, Hilary. Aprendendo e ensinando sobre o passado a crianças de 3 a 8 anos. Educar, Curitiba, v. Especial, p.171-190, 2006. Disponível em: <revistas.ufpr.br/educar/article/viewFile/5541/4055> .

-Foto:http://historiasvalecai.blogspot.com.br/2013/10/2865-familias-dos-construtores-da-casa.html



domingo, 18 de dezembro de 2016

Guerreiras por natureza

       Este blog tem o objetivo e o intuito de postarmos os aprendizados, as relações estabelecidas entre os conteúdos assimilados no semestre e a prática docente. Mas também pode ser espaço para um desabafo, uma reflexão ou mensagem. 
     Este ano de 2016 tem sido um ano atípico para a maioria dos brasileiros, sendo afetados direta ou indiretamente na economia, com a crise instalada. A crise não só financeira, mas social e política. Cada vez mais emergem casos de violência doméstica ou nas ruas, intolerância religiosa, sexual e racial, casos de corrupção política e incredulidade nos representantes do povo, nas esferas municipais, estadual e federal.
     A situação vivida em 2016 tem afetado também os professores, oprimidos pelo parcelamento de salários e custo de vida altíssimo. Muitos também estiveram engajados em manifestações e protestos, desgastando o emocional, que por sua vez reflete no corpo, que somatiza estas emoções e pressões.
     O ano, embora desgastante, teve que seguir seu rumo, com o cumprimento de cargas horárias, desenvolvimento de conteúdos, muitas vezes questionáveis, formações pedagógicas, apresentações nas escolas, e entre tudo isso, enfrentar horas de estudo e tarefas em frente ao computador, comprometidas com o Pead. Com certeza a saúde ficou um pouco abalada e nem sempre conseguimos estar 100% em dia em nossas atividades, ou refletido na qualidade do trabalho.
     Mas somo professoras, guerreiras por natureza, e vamos superar 2016 e vir com tudo em 2017. Assim espero.